O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 19/07/2018
Denominada na Grécia antiga como doenças venéreas, em referência à Vênus – Deusa do Amor- as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) acompanham a história da humanidade. Embora date séculos passados, a problemática é crescente no Brasil, sobretudo na população jovem, em função da imprudência no uso do preservativo, além do enfraquecimento das políticas públicas de prevenção, contribuindo para o aumento desenfreado no número de infectados.
É primordial ressaltar que a imprudência sobre a prática sexual segura é a responsável pelo crescente casos de infecções. Isso ocorre porque a sociedade brasileira hodierna é caracterizada por relações liquidas com maior liberdade sexual, e ainda que o preservativo tenha sido inventado no século XVIII, o seu uso não é regular, seja pela confiança equivocada na parceria seja pelo esquecimento. Com efeito das práticas sexuais inseguras e a negligência sobre as consequências da infecção, observa-se uma explosão na transmissão das ISTs. Não é à toa que segundo dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, entre 2007 a 2013 houve um aumento aproximado de 600% nos casos de sífilis pelo contato sexual.
Em detrimento da imprudência no uso da camisinha, destaca-se o enfraquecimento dos programas preventivos como impulsionador do problema. Isso porque com descobrimento do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), na década de 80, fez-se um intenso movimento de campanhas preventivas, mas com a evolução do tratamento e extinção das mortes pela doença, as campanhas de sensibilização perderam forças, ficando restritas aos grupos de minorias e ao período do carnaval. Além disso, há uma isenção social em discutir temas relacionados a doenças sexualmente transmissíveis, pela banalização de seus efeitos. Tal realidade constitui à atitude irresponsável das instituições de saúde, que resultam na epidemia das ISTs.
Torna-se evidente, portanto, que a depressão no Brasil é um problema de ordem social, sendo indubitável ações para o enfrentamento. Em razão disso, cabe ao Ministério da Saúde, em parceira com os meios midiáticos, promover a massificação de anúncios acerca das ISTs, atuando no incentivo à realização de testagem das sorologias, a fim de promover o senso crítico da população sobre a importância de práticas seguras, diagnóstico precoce e tratamento. Além disso, a Secretaria Municipal de Saúde deve resgatar as ações preventivas, por meio de treinamentos para os profissionais de saúde sobre o aconselhamento humanizado em ISTs, para disponibilizar atendimento eficaz e isento de julgamento de valor. Nessa conjuntura, a progressão da sociedade advinda da mobilização social extinguirá tal cenário epidêmico, ficando apenas representado apenas nos livros de história.