O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 21/07/2018
É de conhecimento geral que, atualmente, a infecção por doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) é um dos problemas mais evidentes na sociedade brasileira. É mediante tal questão que muitas pessoas são mortas, em especial os jovens. Nesse contexto, é indispensável salientar que a falta de conscientização sobre os perigos das DSTs está entre as causas da problemática, haja vista que, aproximadamente, 60% dos jovens sexualmente ativos não utilizam preservativos. Diante disso, vale discutir a insuficiência governamental para com a administração do sistema de saúde e a importância da educação para o desenvolvimento do país, bem como a atuação do Estado de modo a tentar solucionar tal impasse.
Em primeiro plano, analisa-se que o número de pessoas infectadas por DSTs tende a aumentar no mundo, principalmente no Brasil. Isso porque, diante de uma situação de carência de fiscalização pública, muitas pessoas não sabem que estão contaminadas por essas doenças e outras não têm acesso aos preservativos. Nesse sentido, o doutor em epidemiologia explica que a transmissão das doenças conhecidas como DSTs vai além do ato sexual. Seguindo essa linha de raciocínio, o contágio pode acontecer via congênita - o qual a mãe portadora do vírus transmite para o bebê -, que é responsável por mais de vinte mil casos por ano. Aliada a isso, a baixa distribuição de camisinhas em postos de saúde colabora para a problemática, já que, em ambientes privados, esses preservativos não são comercializados com preços acessíveis para todas as classes sociais. Dessa forma, é possível perceber que, por falta de administração pública, a saúde dos brasileiros não é firmada.
Outro ponto em destaque nessa temática é a relevância da educação para o desenvolvimento da nação. Nesse viés, o educador Paulo Freire sustenta a ideia de que se a educação não pode transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Contrariando esse conceito, nota-se que a conscientização sobre a necessidade do uso de preservativos durante as relações sexuais não é amplamente difundida. Nessa ótica, estudos do Instituto de Pesquisas de Campinas indicam que muitos jovens brasileiros não se preocupam com os métodos de prevenção das DSTs, a julgar que 6 em cada 10 jovens não usam camisinhas. Assim, é imprescindível uma mudança nos valores da sociedade.
Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para resolver essa problemática. Cabe ao Ministério da Saúde criar um programa para ser desenvolvido nos postos de saúde, de modo a fornecer mais camisinhas, criar um perfil de acompanhamento médico para todas as pessoas sexualmente ativas e disponibilizar mais medicamentos para o tratamento de infectados. Com isso, o número de casos de infectados por DSTs irá diminuir e será possível evitar que a reemergência aconteça.