O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 30/07/2018

Diante da maré de informações que é encontrado no mundo tecnológico e globalizado, a conscientização do sexo desprevenido se torna negligente e vem acompanhado muitas vezes das doenças sexualmente transmissíveis. Atualmente há uma perda do medo entre os jovens sobre obter a doença, porém para contrair uma DST é simples: basta realizar sexo inseguro. E o reflexo disso são os números de incidência de infectados por DSTs, nos quais aumentam cada vez mais no Brasil, se tornando um problema de saúde pública.

A fim de ilustrar o problema, o Ministério da Saúde decretou em 2016, a sífilis como uma epidemia nacional. Sendo a sífilis uma doença silenciosa, grande parte dos infectados não tinham o conhecimento da doença adquirida, portando riscos a longo prazo, caso a doença não seja curada. Inclusive para as gestantes, pois 20% das mães possuem sífilis e 19% dos recém nascidos são infectados. Como resultado da transmissão congênita, o bebê também tem chances de nascer com má formação óssea e problemas neurológicos. Em face dos dados alarmantes, torna-se evidente a falta de conscientização perante a população brasileira.

Indubitavelmente, é notável que a população jovem está reduzindo o uso dos preservativos, essa queda gera impacto na saúde pública, como dito previamente. Segundo o Ministério da Saúde, apenas 56% dos brasileiros entre 15 e 24 anos usam a camisinha em suas relações sexuais, e a tendência é decair cada vez mais, pois a sociedade atual brasileira não está mais apreensiva com os riscos das DSTs, como por exemplo era na década de 80, com a proliferação da AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis que até então não tinham tratamento e ocasionavam em morte. Ademais, muitas pessoas não tem o conhecimento ou condições de serem testados, tratando com banalidade as DSTs, sendo necessário mais campanhas sobre o assunto e postos de saúde acessíveis para atender os pacientes e orienta-los dos riscos e tratamentos.

Destarte, providências precisam ser tomadas para que a proliferação das doenças sexualmente transmissíveis sejam diminuídas ou até mesmo raras no Brasil. O Ministério da Saúde através do SUS, deve abrir mais postos de saúde equipados e perto da população, realizando mais campanhas sobre as DSTs, ademais de conseguir a disponibilização de tratamento gratuito para aqueles de baixa renda per capita, como por exemplo o uso do antibiótico penicilina para o tratamento da sífilis. Além dos preservativos que já são dados, em colaboração com o Ministério da Educação, poderiam ser distribuídos também nas escolas de Ensino Médio do Brasil, de modo a conscientizar os jovens a fazer uso da camisinha. Prevenindo-se sempre, as DSTs deixaram de ser um problema de saúde pública.