O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 29/07/2018

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, assegura o direito a saúde. Contudo, ao observar o aumento de infectados por Doenças Sexualmente Transmissíveis no Brasil, denota-se que esse direito não é efetivado na prática. Com efeito, a problemática permanece intrínseca no país e compromete o bem estar da sociedade, seja pela ausência de auxílios públicos, seja pela ineficácia da educação sexual.

Convém ressaltar, a princípio, que a ausência de auxílios públicos colaboram para a disseminação de Doenças Sexualmente Transmissíveis no Brasil. Apesar de superar países desenvolvidos como a Espanha no que concerte a cobrança de impostos, o retorno em forma de saúde pública é precário. Como consequência, a ação de Unidades Básicas de Saúde torna-se limitada, o que ocasiona na diminuição de agente públicos em campo, os quais são essenciais para a verificação estatística da população. Nesse sentido, preocupações como a sífilis, que obteve um aumento de 32,7%, segundo o site “notícias R7”, continuarão a crescer devido a baixa amplitude dos recursos de vistoria.

.  Ademais, a ineficácia da educação sexual também acentua o problema. Durante o período colonial, os jesuítas utilizaram métodos de ensino técnicos, como teatros, para proliferar a fé cristã. Embora projetos de conscientização existam, eles não são executados de forma intuitiva, como elaborado pelos jesuítas. Além disso, o ensino não conta com profissionais especializados que se habituem ao psicológico juvenil a fim de tornar as palestras mais eficientes e romper a inércia da conjuntura, como o físico inglês Isaac Newton propôs em sua primeira lei. Dessa forma, o despreparo das escolas agrava a incidência de DST’s em razão do sexo desprotegido.

Impende, portanto, que os Direitos Humanos sejam efetivados na prática. Faz-se necessário que o Poder Legislativo crie uma lei que preveja um orçamento anual obrigatório para a saúde, que não deve ser inferior a 50% dos impostos arrecadados naquele exercício, com o intuito de aumentar o número de UBS. No que tange a educação sexual, o Ministério da Saúde deve solicitar a colaboração de clínicas, que serão ampliadas devido a nova lei, para conscientizar os jovens do ensino médio de forma exemplificativa e chocante, com o fito de romper a inércia do problema, combater as infecções e promover o sexo prudente no Brasil.