O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 05/08/2018
Gonorreia. AIDS. HPV. Essas são três dos inúmeros tipos de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) existentes. No Brasil, esse fenômeno é alarmante, representando um desafio a ser enfrentado, de forma mais organizada na sociedade, visto que, o número de infectados por DSTs é, cada vez mais, crescente. Dessa forma, é necessário avaliar-se as causas desse alarmante cenário, que prejudica a qualidade de vida e as relações sociais, para assim, combatê-lo.
De início, cabe salientar que, o tabu associado às relações sexuais, transmitido de geração a geração, favorece as DSTs. Segundo Émile Durkheim, o fato social refere-se à forma de agir, pensar e sentir, que se generalizam em todos os membros de uma comunidade. Observa-se que, esse fenômeno pode ser encaixado na teoria do sociólogo, uma vez que, os pudores, os quais direcionam o comportamento sexual, têm origens em preceitos religiosos milenares. Posto isto, se um jovem vive em uma família, que, ainda, considera o ato sexual como promíscuo, ele não terá uma orientação familiar segura sobre sexo, mormente, os seus riscos e a importância de usar a camisinha - barreira eficaz contra DSts - por não ser um assunto naturalizado no seu cotidiano. Assim, a menor conscientização social consolida, infelizmente, o aumento das DSTs, como a AIDS e a sífilis.
É notório, ainda, que os indivíduos estão utilizando, cada vez menos, os preservativos sexuais, colocando a sua saúde em risco. Sabe-se que a camisinha tem um papel fundamental na hora do sexo, já que evita o risco de contágio das DSTs, desde que, é claro, seja utilizada corretamente. De acordo com a revista online Saúde, 52% dos brasileiros nunca ou raramente usam preservativos. Assim, é evidente que os brasileiros não então dando a devida importância ao preservativo, por acharem que ele vai diminuir o prazer ou interferir na ereção, pela falta de costume e não terem o preservativo na hora da relação. Logo, fica claro, que a proteção sexual não tem mais idade, sendo imprescindível tanto os jovens quanto os mais velhos protegerem-se sexualmente.
Portando, as DSTs requerem ações mais efetivas, para garantir uma vida saudável. Nesse sentido, o Governo Federal deve promover projetos de educação sexual, por meio do Ministério da Saúde, com a disponibilização de profissionais especializados nas Clínicas da Família, orientando os pacientes sobre sexo e o uso da camisinha, além de postos de saúde móveis, principalmente no carnaval, nas regiões mais frequentadas, oferecendo preservativos e os testes rápidos de DSTs, como o da AIDS, e ainda palestras e debates nas escolas públicas, com ginecologistas, visando auxiliar os jovens alunos. Espera-se, com isso, controlar a transmissão das doenças sexuais. Dessa maneira, será possível minimizar, gradativamente, a problemática.