O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 21/08/2018
Ordem e progresso
No Brasil, apesar dos grandes avanços na produção e na qualidade de preservativos masculinos e femininos, a quantidade de infectados por Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) é alarmante. Nesse contexto, tal circunstância antagônica descaracteriza a condição cidadã e fomenta condutas mais ostensivas do poder público e da sociedade civil em prol de atenuar o número de vítimas e garantir uma maior efetivação dos princípios constitucionais.
Em primeiro plano, têm sido tímidos os debates e ações governamentais no Brasil sobre o quadro de saúde pública e, principalmente, no que tange as DSTs. Vale salientar, nessa concepção, que embora o país disponha de legislações e e prorrogativas jurídicas que objetivem a saúde de qualidade e o bem-estar da população, como o Sistema Único de Saúde (SUS) e a Constituição vigente, nota-se que tais ideais é ratificado mais precisamente na teoria e não desejavelmente na prática. prova disso é a pesquisa realizada, em 2017, pelo Ministério da Saúde, a qual mostrou um aumento de 45% dos casos de doenças relacionadas ao ato sexual, como a AIDS e a sífilis. Essa realidade explicita que a reflexão acerca da saúde dos brasileiros precisa ser aprofundado no âmbito sociopolítico.
Em segundo lugar, são insatisfatórias as ponderações concernentes a essa problemática social em instituições formadoras de opinião, como escolas e alguns setores de imprensa. Sob a ótica da sociologia, conforme Émile Durkheim, para que a sociedade civil seja coesa e harmoniosa, é necessário que instituições sociais proporcione um maior conhecimento no campo coletivo e político a toda população. Dessa maneira, o desconhecimento sobre as causas e consequências das DSTs contribui para a permanência e pela intensificação desse fato no meio social e, por conseguinte, tal embate compromete a solidificação das cláusulas democráticas.
Em face a esse dilema social, é necessário que o Governo Federal intensifique os investimentos, por intermédio de parcerias público-privado, no SUS e na liberação de preservativos nos hospitais públicos e particulares das cidades brasileiras, com o intuito minimizar o número de vítimas e garantir os direitos presente na Constituição. Além disso, é primordial que as esferas formadoras de opinião devem promover debates e palestras com médicos e especialistas na área e criar, por meio das redes sociais, campanhas socioeducativas mostrando a importância de se prevenir durante a relação sexual, com o pretexto de combater o aumento de casos. Destarte, seguindo tais alternativas, o País poderá progredir democraticamente e fazer jus ao lema da bandeira nacional.