O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 10/08/2018

Segundo Claude Lévi-Strauss, um problema de ordem social deve ser interpretado por meio da elucidação das forças a que a sociedade está submetida. Tal reflexão, auxilia no entendimento acerca do aumento do número de pessoas infectadas por doenças sexualmente transmissíveis no Brasil (DSTs). Desse modo, é válido que haja intervenção Estatal em âmbito educacional, bem como legislativo.

Em um primeiro plano, tem-se o expressivo aumento de jovens portadores de DSTs, sofrendo uma ampliação de 171% nos últimos 5 anos, conforme o Ministério da Saúde. Ademais, o aumento supracitado é inaceitável frente aos avanços tecnológicos hodiernos, sendo latente a promoção de medidas que aspirem à diminuição do impasse. Nessa temática, o óbice é potencializado pela falta de educação social na grade de ensino básico nacional. Por conseguinte, uma reforma educacional é latente.

Outrossim, conforme a psicóloga Sandra Alburkeque(UFES), o adolescente presencia batalhas interiores constantes que podem convergir à brincadeiras problemáticas. Na conjuntura nacional, é inaceitável que faltem limites ao indivíduo portador do agente etiológico e que objetive praticar o “terrorismo biológico”. Assim sendo, o pespego urge por conta da ineficiência legislativa da contemporaneidade. Dessa maneira, a mitigação é latente frente ao cenário nacional.

Considera-se, portanto, o impasse mais amplo do que aparenta. Por isso, ao Ministério da Educação, cabe a promoção da educação sexual em escolas, por meio de uma reforma na grade curricular obrigatória do ensino médio, com o fito de diminuir as chances de contágio das patologias supraditas. Por fim, com o objetivo de controlar e punir as formas de “terrorismo biológico”, o Legislativo deve elaborar um conjunto de leis, por meio do auxílio popular(plebiscitos). Destarte, a problemática acerca do aumento do número de doenças sexualmente transmissíveis no Brasil será solucionada.