O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 11/08/2018
A modernização das relações, formação de família e maneiras de posicionar-se frente às situações têm conduzido a sociedade atual a quadros de desestabidade à vitalidade. Isso devido ao desuso do preservativo, que desempenha a função de barreira protetora na prática do ato, e ao desprendimento da idealização de que Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s) são como os monstros de mares, inventados pelos navegadores como forma de criar estratégia de fuga dos exploradores de riquezas materiais e primitivas, que não colocam frente à saída, mas sim ao medo. Contudo, a ação não expõe apenas os envolvidos ao risco de contrair DST’s ou gerar uma gravidez indesejada, mas também à preocupação aos órgãos de saúde com as epidemias geradas, sucedendo o descontrole populacional.
Nas décadas passadas era incomum conversar sobre o início das relações íntimas e seus cuidados, mas diante a evolução é normal falar sobre o assunto até mesmo nas redes de ensino. O que amedronta com o avanço contínuo não é a desinformação, que está disponível no meio virtual e físico com variados conteúdos, e sim a falta de preocupação gerada nos jovens que optam por relacionarem sem uso de camisinha devido aos avanços medicinais e ao despreparo no momento de excitação, em que a opção tende ao querer deixando de lado o dever, a precaução. Além disso, existem os casais de mesmo sexo que dispensam a proteção por praticarem contatos íntimos alternativos.
É esse descuido que faz com que a infecção efetive e devaste grande parte da comunidade ativa ao exercício. Em decorrência, o número de contrações da sífilis que havia sido minimizada, causada pela bactéria Triponema palidium, voltou a crescer. Junto a ele, os portadores de soro positivo. Assim, as unidades de saúde deparam-se com situações de maiores gastos financeiros, aos que buscam tratamento; e desgaste físico, aos que portam uma doença bacteriana silenciosa, como a sífilis, que por não apresentar sintomas instantaneamente após os primeiros cancros, conduz o indivíduo a acreditar ter alcançado a cura e dispensar o tratamento devido. Por isso a emergência da área da saúde em emergir as preocupações abandonadas com o progresso.
Tão logo, é necessário que novas atitudes sejam tomadas pela Organização Mundial da Saúde, em parceria com o Ministério da saúde, através de investimentos maiores em campanhas alertantes para a importância da proteção no ato sexual, assim, com a reeducação da população, mitigar a epidemia em alta. Ainda, é preciso que as famílias retornem a prática de dialogar, para que os jovens inseridos ao grupo de ativos à atividade íntima se preparem corretamente. Fazendo isso é como ir ao encontro do pensamento de Heráclito que disse que: “nada é permanente, exceto a mudança”. Com isso, o surto epidemiológico assemelha-se ao conjunto de coisas que modificam continuamente.