O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 15/08/2018

O médico psiquiatra, Flávio GIkovate, afirmava que a liberdade não está ligada ao agir de qualquer maneira, mas ao equilíbrio entre o pensamento e a conduta. Assim, vinculada ao pensamento do autor, está a realidade do aumento de infectados por DSTs no Brasil. Uma vez que tal fenômeno evidencia-se pelo desequilíbrio das condutas individuais referentes à expressão sexual, entre idades variáveis. Sendo assim, a fim de por termo à ascensão das doenças sexualmente transmissíveis, faz-se necessário a participação do governo na formulação  de um plano que interrompa o ciclo vicioso.

Em primeiro lugar, o problema das infecções por DSTs está coadunado à comportamentos de riscos que, por meio de uma perspectiva hedonista e liberalizante, propagam a idealização de atitudes as quais ao invés de libertar, oprimem e limitam os indivíduos. Segundo um estudo da USP, a juventude brasileira inicia a vida sexual por entre os 13 e 17 anos. Ademais, as relações sexuais estão desvinculadas do uso de preservativos por pelo menos 52% da população, como aponta um estudo da Gentis Panel. Ora, aquilo que favorece tal realidade, bem como sua difusão, está relacionado aos fatores culturais, de ordem midiática, que incentivam um estilo de vida promíscuo e irresponsável, ante uma conduta reflexiva e crítica. Por consequência, as infecções sexualmente transmissíveis ganham proporções epidêmicas, além de se unirem à gravidez indesejada e à interrupção de planos.

Em segundo lugar, a manifestação das ISTs está unida à deficiência do governo federal em problematizar e veicular a questão junto à sociedade. Apesar do número crescente de infecções, que já alcançou  mais de 10 milhões de brasileiros - segundo o ministério da saúde -, não há um plano nacional de enfrentamento às epidemias transmitidas por via sexual. A causa de tal calamidade se dá pela ausência de uma gestão eficiente dos impostos no que tange a área da saúde. Por conseguinte, a ignorância e o medo, afastam os indivíduos da busca por um tratamento que os cure, e ponha fim ao ciclo de infecções.

Portanto, tendo em vista as problemáticas elucidadas, cabe ao governo, através do ministério da saúde, em parceria com as secretarias estaduais do mesmo ramo, desenvolver um plano nacional de combate às ISTs, de modo que exista um banco de dados federal, a fim de monitorar o andamento do estado de saúde das pessoas em tratamento. Além do mais, um conjunto de campanhas que promova a reflexão crítica entre os grupos mais vulneráveis deve ser veiculado em festas e shows, obrigatoriamente. Dessa forma, será possível retomar o equilíbrio entre os pensamentos e as condutas, de modo que a liberdade e harmonia social possam ser alcançadas, beneficiando a todos.