O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 16/08/2018

As DST acompanham a história da humanidade. No tempo da Grécia foram chamadas de doenças venéreas, como referência a Vênus, a Deusa do Amor. Apesar das políticas públicas para conter a doença, tal enfermidade persiste intrinsecamente ligada a realidade do país. Cabe discutir, portanto, os agentes que atuam na manutenção dessa problemática.

Apesar de ser um tema muito aludido nos dias atuais, principalmente nas redes sociais, ainda há números alarmantes de contaminados por HIV no Brasil. De acordo com pesquisas do Ministério da Saúde, em 2015, a taxa era de 33,1 por 100 mil habitantes nos jovens com cerca de 20 a 24 anos. Tal fato se faz presente porque o investimento em saúde e educação é muito menor do que o necessário.

Embora existam leis direcionadas a proteção das pessoas com DST, a discriminação é muito grande. Esse é um fato que faz com que os números aumentem, vários portadores não procuram ajuda médica porque têm receio do julgamento. Sendo assim, fica clara a necessidade de oferecer melhores condições de educação a toda população, para que saibam as causas, consequências e, acima de tudo, quais as medidas profiláticas a serem tomadas. Nelson Mandela dizia que a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo, visto que as regiões onde mais se vêm casos de infectados são as mais pobres, seja na parte de educação ou na econômica, do país.

Esse quadro preocupante evidencia, portanto, que as DST devem ser extinguidas permanentemente, a fim de que todos tenham uma vida digna. Isso pode ser colocado em prática por meio de campanhas nas mídias, sejam elas televisivas ou sociais. É dever do Ministério da Saúde e Educação, junto de suas prefeituras e escolas, criarem campanhas que conscientizem, promover debates em aulas, para que jovens cresçam com uma ótica mais humanista. Cabe também aos pais ensinarem aos filhos, a importância de usar preservativos, e acima de tudo, respeitar.