O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 24/08/2018

Segundo Edmund Burke, filósofo irlandês, um povo, quando não conhece a sua história, está condenado a repeti-la. Nesse sentido, o desconhecimento histórico da década de 1980, marcado principalmente pelo auge dos casos de HIV, direciona os jovens hodiernos a não se preservarem em suas relações. Diante disso, a banalização e a falta de informação são fatores que contribuem para o aumento de casos de doenças sexualmente transmissíveis no Brasil.

Em primeira análise, é válido ressaltar que a sensação de pouco risco faz com aumentem as ocorrências de relações sexuais desprotegidas. Ao contrário da nefasta década de 1980 do país, a sociedade moderna tem a falsa impressão de cura das DSTs, o que faz com que o corpo social opte por descartar a proteção nas relações por não ter receio de adquirir as enfermidades. Prova disso é que, segundo o Ministério da Saúde, 60% dos brasileiros raramente ou nunca usam camisinha, um dos mais seguros métodos contraceptivos e de proteção. Dessa forma, urge a necessidade de alertar a população sobre as implicações dessa prática avessa ao bem-estar.

Outrossim, a principal raiz do impasse é o desconhecimento, principalmente dos jovens, a respeito das múltiplas funções da camisinha e os efeitos oriundos da ausência dela nas relações sexuais. Ainda que o preservativo seja disponibilizado gratuitamente nos postos de saúde e a mídia aborde constantemente a necessidade da prevenção, a ausência de diálogo sobre educação sexual nas famílias e nas escolas potencializa a problemática das DSTs no país. Desse modo, evidencia-se a necessidade de conversar abertamente sobre o uso do preservativo para, assim, garantir uma relação sexual segura.

Torna-se evidente, portanto, que o aumento de infectados por doenças sexualmente transmissíveis deve ser combatido no país. Diante disso, cabe ao Ministério da Saúde, a distribuição de cartilhas e a criação de campanhas publicitárias que orientem adolescentes e adultos acerca dos riscos do sexo sem camisinha, influenciando a mudança comportamental dos mesmos. Ademais, as escolas devem realizar palestras para pais e filhos, abordando a importância do diálogo sobre a educação sexual, com o intuito de maturar os jovens para as eventuais relações e o adequado cuidado que essas exigem. O Governo Federal, por sua vez, deve investir em mecanismos de rápida detecção dessas doenças nos postos de saúde, além de contratar psicólogos que orientem o indivíduo portador a buscar tratamento. Dessa forma, poder-se-á transformar o Brasil em um país desenvolvido socialmente, regido pela consciência acerca dos riscos da prática de relações sexuais desprotegidas.