O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 27/08/2018

Freddy Mercury, Renato Russo e Cazuza, apesar de serem reconhecidos como célebres referências no mundo musical, também apresentam outro ponto em cumum: todos foram vítimas da aids, uma doença sexualmente transmissível (DST). Mesmo que as informações sobre essas doenças circularem livremente nos meios midiáticos, percebe-se que muitos jovens e adultos insistem em não se proteger. Por um lado, acreditam que nunca acontecerá com eles e, por outro, percebe-se um desinteresse por tais informações, o que revela a falta de cuidado com a saúde.

Na Antiguidade romana, doenças como a sífilis e a gonorreia, por exemplo, eram chamadas de “doenças venéreas”, em homenagem a Vênus, a Deusa do Amor. Apesar do nome, elas não tinham nada de romântico, haja vista que, desde a época, são responsáveis pela morte de milhares de pessoas. Mais tarde, no século XX, com a descoberta da penicilina, as epidemias de DSTs começaram a recuar, contudo, nos anos de 1960, com a invenção da pílula anticoncepcional e pelos ideais de liberdade sexual do movimento de contracultura, o sexo sem proteção voltou a aumentar os casos de herpes genital, tricomoníase e aids.

Hoje, segundo o Ministério da Saúde, o número de infectados por essas doenças cresce cada vez mais, sendo que de 2005 a 2015 teve um aumento em mais de 50% dos casos. Nesse sentido, mesmo com várias informações disponíveis e distribuição de camisinhas pelos postos de saúde, essa problemática é uma realidade e revela o descaso com o que é seu por direito: a saúde. Em primeiro lugar, muitos jovens, tomados pela emoção, arriscam-se em não usarem proteção por acreditarem que não correm riscos. Além disso, há uma notória dificuldade em falar sobre esses assuntos nas esferas familiares e escolares, o que, de certa forma, coíbe a conscientização sobre os riscos de um sexo inseguro, que vão muito além de uma gravidez indesejada.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de medidas que solucionem esse impasse e que, assim, diminuam o número de pessoas infectadas por DSTs no país. Dessa maneira, é fundamental que o Ministério da Saúde, em parceria ao Ministério da Educação e aos núcleos escolares, realize atividades contínuas nas escolas, seja por palestras ou intervenções artísticas com os discentes para alertá-los sobre a gravidade dos problemas resultantes de relações sexuais feitas sem proteção. Ademais, é papel da família, como instituição de referência à educação dos jovens, dialogar abertamente sobre esses assuntos considerados “tabus” para que consequências sejam evitadas, de forma a conceder liberdade de questionamento e confiança a esses jovens.