O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 27/08/2018

Com a Revolução Francesa, no século XVIII, o mundo entendeu que uma sociedade só avança quando um se comove com o problema do outro. Contudo, quando se observa o aumento de infectados por DSTs, no Brasil, nota-se que esse ideal revolucionário é corrompido e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja por fatores educacionais, seja por fatores sociais.

A princípio, deve-se frisar que a escola exerce um papel negativo no tocante à prevenção de DSTs. De acordo com Pitágoras, eduquem as crianças e não será necessário punir os adultos. Nessa lógica, percebe-se que, no Brasil, a população é punida por causa de seu sistema educacional, uma vez que, apesar da escola formar cidadãos, a prevenção sexual não é um assunto corriqueiro nas redes de ensino. Com isso, os jovens ficam vulneráveis as DSTs e os casos envolvendo essas patologias são comuns nos noticiários.

Ademais, destaca-se a negligência social como fomentador do problema. Segundo Durkheim, “O fato social é a maneira coletiva de agir e pensar”. Nesse sentido, vê-se que, com os avanços medicinais e a falta de informação, a população omite-se a usar preservativos sexuais e arriscam-se a pegar doenças confiando na cura médica. Entretanto, algumas DSTs não tem cura, como a aids, que ainda é negligenciada. Essa atitude social vai de encontro ao pensamento de Robert Putnam, sociólogo, o qual diz que a menor participação social na resolução de um problema repercute na sua continuidade.

Torna-se evidente, portanto, que ainda há entraves para reduzir o número de infectados por DSTs no Brasil. Destarte, cabe ao Ministério da Educação, instituir palestras em escolas, com médicos, a fim de conscientizar jovens sobre a importância da prevenção sexual e dos perigos das DSTs. Do mesmo modo, cabe a Mídia, propagar os males das DSTs, por meio de programas de saúde, com o fito de alertar a sociedade e incentivar a busca por métodos contraceptivos eficazes.