O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 28/08/2018
Em meados do século XX, o austríaco Stefan Zweig escreveu o livro “Brasil, país do futuro” descrevendo o potencial de desenvolvimento do Brasil. No entanto, quando é observado o aumento das doenças sexualmente transmissíveis no Brasil contemporâneo, percebe-se que a profecia não saiu do papel. Nesse panorama, dois fatores fazem-se relevantes: A inexistente educação sexual e a carência de informações ofertadas pela mídia sobre as DSTs.
É importante pontuar, de início, que para Émile Durkheim, teórico do período Oitocentista, a educação é determinante na composição do ser social. Contudo, no Brasil, essa formação não é plena, pois o sistema educacional brasileiro não fornece aos jovens educação sexual. Assim, é ausente no ambiente escolar um diálogo que esclareça os adolescentes sobre as formas de transmissão e profilaxia das DSTs.
Ademais, os meios de comunicação também corroboram a problemática. A mídia, enquanto espaço de difusão plena da informação, deveria informar constantemente sobre os atuais índices alarmantes de infecções por doenças sexualmente transmissíveis, como é o caso da situação epidêmica de Sífilis no país, pouco exibido à população nos telejonais. Dessa forma, cria-se no imaginário social a falsa crença de que essas doenças estão controladas, o que contribui para que a camisinha não seja usada nas relações sexuais.
Diante disso, a adoção de medidas educativas e informativas tornam-se imprescindíveis. Portanto, concerne às escolas inserir na grade curricular o conteúdo educação sexual enquanto tema transversal que atravesse todas as disciplinas, para que o assunto seja amplamente problematizado entre os alunos em todas as áreas de conhecimento. Também é imperativo a mobilização da mídia ao abordar na sua programação diária os índices de infecções por DSTs, a fim de ratificar o uso de preservativos. Com essas medidas, talvez, a profecia de Zweig torne-se realidade.