O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 29/08/2018
Os melhores contraceptivos: diálogo e investimento
Hannah Arendt, ao versas sobre a “banalidade do mal”, expõe de forma aprofundada a incapacidade do indivíduo de fazer julgamentos morais sofre fatos aceitos socialmente, ainda que pouco. A partir disso, nota-se que o aumento do número de pessoas infectadas por DSTs na população brasileira está intrinsecamente ligado ao estudo da filosofa tendo em vista que, em uma era em que o uso de preservativos é constantemente abandonado, a quantidade de jovens expostos a doenças tende apenas a crescer.
Em uma primeira análise, cabe notar que o sexo ainda é tido como tabu na sociedade brasileira. Em detrimento de uma cultura baseada no conservadorismo, grande parte das famílias preferem adotar posturas indiferentes diante do desafio que se torna a construção de diálogos de caráter sexual com o filho - seja por medo ou vergonha.
Devido a isso, percebe-se que o papel da escola na instrução do jovem passa a ser fundamental em uma conjuntura em que o ideal seria sua ação secundária. No entanto, segundo uma matéria publicada pelo Estado de São Paulo, o Brasil é um dos países de piores índices de educação sexual da América Latina, o que, de certa forma, acarreta na formação de jovens alienados acerca da realidade e da própria vida.
Em última análise, torna-se evidente que os locais que apresentam uma maior concentração de jovens e adultos infectados por DSTs são, indiscutivelmente, os mais carentes, os quais em sua maioria sofrem com a má gestão do Governo que, muitas vezes, deixa de abastecer postos de saúde com métodos contraceptivos - principalmente camisinhas - ou até mesmo desvia parte do dinheiro público voltado à saúde para outra área.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário a atuação conjunta entre família e escola, através da promoção de palestras mensais e encontros obrigatórios de pais e filhos quinzenais na instituição, na divulgação de dados e informações sobre sexualidade e doenças sexualmente transmissíveis, conferindo, assim, uma maior visibilidade ao tema. Ademais, é imprescindível que o Legislativo, com a criação de uma lei que defina um percentual mínimo de investimento pelo Estado em saúde pública, democratize de maneira efetiva o acesso à métodos contraceptivos, contribuindo, dessa forma, na mudança de uma realidade doente e carente por ajuda.