O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 31/08/2018

Educação preventiva

A morte do cantor Cazuza, no ano de 1990, ocasionada pelo vírus HIV, certamente serviu para dar mais visibilidade ao risco de transmissão de doenças via ato sexual. A errônea crença de que a Aids seria uma doença exclusiva de homossexuais passou a ser, com o advento de pesquisas médicas acerca de doenças sexualmente transmissíveis, deixada para trás e, consequentemente, substituída pelos novos conhecimentos que tratam das causas e formas de prevenção dessas patologias.

A princípio, há de se destacar os grandes avanços ocorridos na área médica, que, impulsionados pela descoberta das verdadeiras causas das DST’s, e vinculados ao apoio da mídia na veiculação de notícias referentes ao assunto, possibilitaram um grau informativo exponencialmente maior para toda a população. Isso, contudo, não condiz necessariamente com a diminuição de casos ocorridos desse tipo de doença, haja vista a baixa conscientização social acerca da importância de prevenção dessas mazelas.

Em segundo plano, é nítida a relação entre a manutenção do número de infectados a cada período de tempo e o baixo percentual de usuários frequentes de preservativos, como é apontado pela recente pesquisa do canal de notícias R7.com, que aponta que cerca de 40% dos jovens não utilizam camisinha. Sendo assim, mesmo com a ampla divulgação informativa a respeito da prevenção, a continuidade das DST’s passa a ser instigada pela falta de cuidados pessoais.

Dessa maneira, a transmissão de DST’s se apresenta não somente como um problema de saúde pública, mas também como uma consequência de defasagens educativas. Sendo assim, é urgente a ampliação, por parte do Ministério da Educação, do ensino sexual nas escolas, visando uma maior conscientização dos jovens, que, por sinal, se tratam da porção populacional com o maior índice de transmissão de doenças pelo sexo. Ademais, é dever do Estado, junto ao Poder Legislativo, criar um código penal que trate da apologia que ocorre nas mídias digitais em relação ao sexo inseguro.