O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 31/08/2018
A problemática das doenças sexualmente transmissíveis
A intensificação do processo de urbanização no Brasil trouxe consigo, nos meados do século XX, um significativo aumento no acesso popular a recursos relacionados à saúde. Dentre esses, um de fundamental importância é o preservativo, que atua na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Mesmo com a abrangente disponibilidade de preservativos, os índices de disseminação das DSTs têm aumentado no país e caracterizam um grave problema de saúde pública, que deve ser combatido.
Dentre os fatores para a íntegra compreensão da problemática apresentada, está a ineficiência da educação sexual nas escolas. Sem a obrigatoriedade da inclusão dessa disciplina nos currículos de escolas, inúmeros adolescentes encerram o ensino médio com uma formação incompleta, sem o devido conhecimento sobre as DSTs e seus riscos. A imperfeição do acompanhamento escolar implica a falta de conscientização dos jovens, a qual é apontada como principal motivo para a ocorrência dessas doenças pelo ginecologista Geraldo Duarte.
Cabe também ressaltar que a negligência dos jovens perante ao uso dos preservativos relaciona-se à possibilidade da contração de doenças graves, que se associam a uma série de complicações. No Brasil, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que mais de 930.000 pessoas foram infectadas com sífilis, doença que pode chegar a prejudicar o sistema nervoso central do doente. Ademais, caso uma gestante adquira essa doença, pode haver a contaminação conjunta do feto, levando a possíveis defeitos no desenvolvimento fetal.
Tendo em vista as graves consequências que o aumento da ocorrência de DSTs acarreta à população brasileira, o Ministério da Educação deveria propor a obrigatoriedade da educação sexual, com ênfase na importância da utilização de preservativos. Por meio de aulas expositivas acerca dos riscos acompanhados pelas doenças, visa-se à educação desses jovens. Com a inserção de tal matéria no currículo básico do ensino médio brasileiro, espera-se um aumento no uso de preservativos perante os jovens, diminuindo, consequentemente, a incidência das doenças sexualmente transmissíveis.