O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 31/08/2018

Tinha uma pedra no meio do caminho

Consoante ao poeta Cazuza, “Vejo o futuro repetir o passado” as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) não é um problema atual. Desde a década de 1990 essa vicissitude é uma realidade no Brasil, seja por uma ineficiente ação do estado, ligado ao desconhecimento do assunto, ou por uma educação precária.

Convém ressaltar, a princípio, que o desconhecimento e os tabus sobre as DSTs são fatores determinantes para a existência do problema. O artigo 196º da Constituição Federal tem como fundamento que todos têm direito à saúde, sendo dever do estado garanti-la. Entretanto, quando observa-se o atual cenário da sociedade brasileira, vê-se um corpo social oprimido no que tange ao aumento ao aumento de infecções sexualmente transmissíveis. Prova disso são as altíssimas estatísticas de DSTs, que de acordo com o Ministério da Saúde, aumentou cerca de 100% em relação aos anos anteriores.

Outrossim, cabe salientar que a ineficácia da educação no Brasil é grave e preocupante, uma vez que essa é a responsável por inserir cidadãos críticos na sociedade. Segundo a Prova Brasil, que avalia alunos da educação básica, mais de 70% dos alunos não têm nível suficiente em matérias básicas. Como já disse o polímata Leonardo da Vince, quem pensa pouco, erra muito. Logo, compreende-se um estado que peca em sua função principal: servir e proteger. Portanto, essa problemática é um mal a ser combatido em todo território nacional.

Parafraseando Drummond, para que se retire as pedras do meio do caminho, destarte, são necessárias ações. Dessa forma, cabe ao Estado na figura do Ministério da Educação, realizar palestras e aulas nas escolas  ministradas por médicos, com a abordagem de prevenção, explicando as causas, efeitos, e consequências das DSTs, tendo como objetivo a o extermínio dessa mazela e, a melhora da educação. Ademais, cabe a escola e a sociedade realizarem debates e campanhas, a fim de promover a proteção ao direito à saúde a partir dos conhecimentos dos direitos constitucionais presentes na carta Magna. Ação iniciada no presente é capaz de mudar o futuro de toda sociedade brasileira.