O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 05/09/2018

Durante a década de 1980, a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) se tornou uma pandemia e passou a ser associada à homossexualidade, já que os primeiros casos registrados ocorreram em gays. Entretanto, tal doença, assim como todas as outras DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), não tem preferências de idade, sexo, classe social ou orientação sexual. Nesse sentindo, faz-se necessário o reconhecimento da importância do uso de proteção, visto que a conflituosa adequação dos indivíduos para com os preservativos contribui para a alta incidência dessas disfunções, configurando um alarmante problema de saúde pública.

Em primeiro lugar, é importante destacar que, de acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, entre 2010 e 2015, houve um aumento de 5000% nos casos de sífilis adquirida, contraída através de relações sexuais desprotegidas. Essa realidade é consequência de uma sociedade cerceada de informações relativas à educação sexual de seus membros, os quais têm uma expectativa de vida decrescente tanto entre aqueles que foram infectados diretamente pelas DSTs, tanto para os prematuros, que, muitas vezes, são contaminados congenitamente.

Ademais, apesar das informações acerca das DSTs circularem livremente, especialmente por conta das redes sociais, os jovens brasileiros não se preocupam com a prevenção. Isso, pois, muitos não tiveram contato direto com portadores, o que os afasta da grave situação, além de acreditarem que tais enfermidades nunca os afetarão. Prova disso é a pesquisa feita pelo Ministério da Saúde, a qual aponta que grande parcela das pessoas que não utilizam preservativos não reconhecem os sintomas, como o da sífilis, ou não entendem a irreversibilidade da AIDS. Desse modo, a precoce irresponsabilidade comportamental da juventude brasileira coloca em xeque a qualidade de vida.

Fica claro, portanto, que a falta de conhecimento sobre as DSTs, associada ao descaso dos cidadãos, contribui para o crescimento de infectos. Em vista disso, o Ministério da Saúde, em parceria com a mídia, deve investir na exposição de dados informativos, seja na televisão, internet ou outdoors, sobre os efeitos negativos das DSTs na vida dos sujeitos, a fim de mostrar o valor de uma vida sexual responsável e o resultado disso dentro da comunidade. Outrossim, as escolhas precisam estimular a mudança de comportamento dos jovens com seminários especializados e palestras, com orientação psicopedagoga aos alunos e às famílias, com o intuito de diminuir a incidência das patologias em questão.