O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 28/09/2018

Ao descortinar o século XX, a contemporaneidade, marcada pelo advento do viés tecnológico e pela remodelação das relações interpessoais, permitiu o avanço significativo da medicina com a consolidação de diversas medidas preventivas e anticoncepcionais. Entretanto, o constante aumento de DST’s no Brasil, haja vista a conflituosa adequação das políticas sociais, bem como da população contribuem para a alta incidência das doenças sexualmente transmissíveis, o que configura um alarmante entrave na saúde pública.

Em uma primeira análise, segundo a Constituição Federal de 1988, a saúde é um direito de todos e dever do Estado garantindo mediante politicas públicas que visem a minimização de enfermidades. Contudo, a falta de políticas sociais, como eixos educativos-informativos, principalmente nas regiões mais pobres do Brasil, evidencia que muitos indivíduos não experimentam na prática tais direitos, repercutindo, dessa maneira, em um panorama social de indivíduos incipientes, sem um conhecimento prévio das habilidades necessárias na prevenção de DST’s, bem como de seus sintomas. Essa realidade é ratificada na pesquisa feita pelo Ministério da Saúde em que cerca de 60% das pessoas não utilizam preservativos, sendo que grande parcela não reconhece os sintomas, como o da Sífilis.

Outrossim, é factível que a suposta normalidade absorvida pela população no que tange as patologias sexualmente transmissíveis, é igualmente fator dessa problemática. Nesse âmbito, a partir da consolidação de novos tratamentos e medicamentos no embate as DST’s, muitas doenças passaram a ser controladas, favorecendo para que grande parte dos jovens e adolescentes, principalmente, adquiram uma menor preocupação à realidade das doenças contagiosas, o que facilita na fragilidade em contrai-las. À vista de tais preceitos, a precoce irresponsabilidade comportamental da juventude brasileira torna-se um fator determinante para o desenvolvimento ideal, posto que coloca em risco a qualidade de vida.

São imperativas, portanto, medidas sinérgicas entre a população e o Estado no embate a essa problemática. Primeiramente, o Ministério da Saúde deve orientar projetos que promovam a informação em ambientes públicos, centros médicos e principalmente nas regiões mais carentes, por meio de cartazes educativos e orientações médicas, além da implementação de máquinas de preservativos nas escolas públicas e postos de saúde, a fim de divulgar a serenidade das doenças. Em adição, é imperioso, o Ministério da Educação, em paralelo com as escolas estimular um ambiente crítico em relação as doenças sexuais, por intermédio de seminários especializados e palestras com orientação psicopedagoga aos alunos e às famílias, adaptando a compreensão de cada série.