O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 23/10/2018
Nos últimos anos, os casos de doenças sexualmente transmissíveis -principalmente a Aids, sífilis, HPV e gonorreia- vêm crescendo de forma preocupante. Somente em 2016, segundo a UNAIDS, foram relatados quarenta e oito mil casos de pessoas infectadas com o vírus da HIV no Brasil. Nesse contexto, não há dúvidas de que essa situação ainda é uma problemática que persiste intrinsecamente na realidade do país, o qual tem aumentado, infelizmente, não só pela falta do uso do preservativo, mas também pela escassez de informação.
Convém ressaltar, a princípio, que a carência do uso de camisinhas pela população brasileira é um fator determinante para a permanência da precariedade, uma vez que, o uso desse método, é a forma mais eficaz na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Esse relaxamento nos cuidados preventivos, sobretudo sob os mais jovens, é reflexo da banalização dos males que as DSTs podem acarretar à população, visto que, a atual juventude, não vivenciou os surtos do passado, como a morte de ídolos e pessoas próximas. Ironicamente, o cenário atual da epidemia, muito mais animador que vinte anos atrás, seja pelo avanço da saúde na tecnologia de tratamento ou pela diminuição da taxa de mortalidade de pessoas com a doença, está fazendo a população abir mão de se proteger e deixar a camisinha de lado. Em consequência disso, as autoridades sanitárias acabaram perdendo um grande aliado na prevenção: o medo; e com isso, as doenças passaram a ser vistas por muitos como qualquer outra enfermidade crônica, aumentando, dessa forma, o número de infectados.
Além disso, o motivo do aumento da transmissão das DSTs também se deve à falta de conscientização. Ao se examinarem dados apresentados pelo Ministério da Saúde, verifica-se que as pessoas mais jovens ainda desconsideram o hábito de usar preservativos. Isso acontece devido à insuficiência de informações transmitidas à população sobre o tema, havendo casos que a pessoa sequer sabe que possui a doença. Diante disso, é indubitável que a abordagem desses assuntos, principalmente nas escolas, se faz necessária.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe ao Ministério da Saúde, juntamente com o da Educação, promover nas Escolas através de palestras e debates em grupos, a educação sexual com mais efetividade, abordando temas como o uso de camisinhas e os danos que as DSTs acarretam, objetivando a conscientização do uso de preservativos para a população mais nova. Ademais, é imprescindível que o Poder Público aplique campanhas de abrangência nacional, junto às emissoras de tv aberta, sobre o uso de preservativos e doenças sexualmente transmissíveis, para que, dessa forma, haja uma conscientização geral e, consequentemente, os número de infectados diminua.