O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 10/10/2018
Antes do século XX, a humanidade não possuía métodos efetivos para combater as doenças sexualmente transmitidas (DSTs), isso se mudou com a popularização das camisinhas e da maior propagação de informação que as tecnologias de informação permitiram. Nesse sentido, na contramão dos países modernos, no Brasil pode-se observar um aumento no número de infectados com DSTs, o que indica que a população não está sendo devidamente informada sobre os riscos de praticar sexo sem proteção. Desse modo, medidas acertadas precisam ser estabelecidas, para que a questão não gere um caos na saúde pública.
Em primeira análise, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de infecções por DSTs na população brasileira ultrapassa a barreira de 5,5 milhões por ano. Entre essas doenças, se destaca a Aids, uma doença viral incurável, que nos últimos anos apresentou um aumento de 100% na sua taxa de detecção entre a população. Dessa forma, tal aumento no número de infecções desse tipo, além de causar danos irreparáveis para a saúde da vítima, podem ser repassadas para fetos, sendo portanto, incalculável as despesas adicionais que o governo gasta a mais na saúde pública devido a esse problema.
Outrossim, conforme divulgado no Pcap 2013, 43,4% dos jovens entre 15 e 24 anos não se protegeram com camisinha durante sexo casual no ano de 2016. Ademais, na mesma pesquisa, se denuncia que 21,6% dessas pessoas acham que existe cura para a Aids. Pode-se inferir, que a população jovem não está adequadamente informada para com a questão, visto que um fato básico não é de amplo conhecimento dessa parcela populacional. Portanto, a fala de Platão que denuncia a tendência de os governos não governarem para a população, é perfeitamente aplicável ao Brasil, pois o desconhecimento desses fatos pelos jovens escancara a precária educação pública que o país apresenta.
Como se observa nos fatos supracitados, o País apresenta um perigoso aumento no número de infecções por DSTs. Diante disso, o Estado deve melhor propagar a informação dos males gerados pelas DSTs , por meio de aumentar a verba para a educação e, conjuntamente, aumentar a cobrança desse assunto nos vestibulares, buscando estimular que as escolas priorizem o ensino dessas doenças na matéria Biologia. Além de investir em campanhas que alertem sobre essas infecções, veiculando-as em mídias de grande alcance populacional. Dessa forma, a população será adequadamente informada sobre o assunto e, consequentemente, o número de infectados diminuirá. Somente assim, o Brasil conseguirá se adequar aos países modernos e reduzir suas taxas de infecções de doenças sexualmente transmissíveis, evitando assim, um possível caos na saúde pública.