O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 28/09/2018

O aumento do número de infectados por Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) no Brasil se constitui um grave e preocupante problema de saúde pública, haja vista que, mesmo diante da facilidade de acesso à informação, o país apresenta uma grande quantidade de infectados a cada ano. Nesse sentido, deve-se analisar como a desinformação e a crença na curabilidade provocam tal problemática.

A desinformação é a principal causa do aumento dos casos de DSTs no Brasil. Isso ocorre devido ao pequeno número de campanhas de conscientização nas mídias de massa e nas escolas sobre as formas de prevenção e as graves consequências de uma possível infecção por via sexual. Em consequência disso, consoante o Dr. Drauzio Varella, em entrevista veiculada nas redes sociais, a falta de informação conduz ao uso da camisinha apenas como método contraceptivo, e diante da existência de outras formas de evitar a gravidez, a camisinha é pouco utilizada nas relações sexuais e o número de infecções transmitidas sexualmente é crescente.

Ademais, a falsa crença de cura para as DSTs, também é causa importante para o aumento do número de infectados. Isso decorre da evolução do tratamento de doenças gravíssimas como a AIDS, o qual é muitas vezes confundido com a possibilidade existente de cura. Esse fato tornou menos evidente as dificuldades dos infectados, como há tempos foram difundidas por filmes como “Filadélfia”, em que o protagonista apresentou o drama vivenciado por pessoas com AIDS. Como consequência da crença de curabilidade, a sociedade segue banalizando o uso da camisinha.

Diante disso, torna-se evidente, que a desinformação e a falsa crença de curabilidade precisam ser combatidas. Para isso, a mídia televisiva deve promover campanhas de conscientização, veiculando filmes, séries e novelas com artistas “pops” de grande influência sobre jovens e adolescentes protagonizando a vida de infectados, com o objetivo de sensibilizar sobre a necessidade do uso da camisinha como preservativo. Dessa forma, as DSTs deixarão de assolar a saúde pública brasileira.