O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 15/10/2018
O século XX inaugurou a Revolução Informacional, modificando o modo de vida e as relações sociais com o surgimento da internet, devido ao escoamento de informação rápida e eficiente. No entanto, apesar da facilidade de acesso às informações, na contemporaneidade, um dos maiores dilemas deve-se ao aumento de infectados por DST`s no Brasil. Desse modo, os entraves para combater essa problemática denotam um país com políticas públicas ineficientes e uma sociedade que negligencia os perigos das doenças sexualmente transmissíveis.
Em primeira análise, a falha da atuação dos órgãos públicos dificulta na prevenção e combate das DST`s.Segundo a Constituição de 1988, é dever do Estado garantir aos brasileiros o direito à vida, à educação e à saúde. Contudo, a redução das campanhas de conscientização do uso de preservativos, que se restringe à época do carnaval, associada a uma cultura em que a educação sexual é vista como tabu, revelam-se como uma afronta aos direitos constitucionais e como fatores que potencializam a transmissão de doenças como sífilis, gonorreia, AIDS e clamídia. Dessa forma, torna-se evidente o distanciamento do Estado com questões da educação e da saúde pública.
Em segunda análise, a ignorância social frente a não utilização de preservativos é uma barreira para a redução dos índices de indivíduos infectados por DST`s. No filme Clube de Compras em Dallas, Ron é um homem heterossexual, acostumado a fazer sexo sem proteção, que recebe o diagnóstico de AIDS e inicialmente ignora e subestima a doença. Analogamente, os avanços no combate ao HIV transformaram a doença em uma epidemia silenciosa, no qual a falsa ideia de que existe cura para a AIDS leva a população, principalmente os jovens, a banalizares essa problemática e a realizarem atos sexuais sem proteção numa proporção alarmante.
Infere-se portanto, que é imprescindível a mitigação dos desafios para combater o aumento de infectados por DSTs no Brasil. Para que isso ocorra, os órgãos governamentais, juntamente com a escola, devem levar a educação sexual à população, por meio de campanhas de prevenção e combate às doenças, apresentando as consequências de relações sexuais sem o uso do preservativo, a fim de garantir o direito à saúde e à educação conforme previsto na Carta Magna. Ademais, é necessário que as ONGs, em parceria com a mídia, mantenham a sociedade informada sobre formas de contaminação e tratamento de doenças sexualmente transmissíveis, com o objetivo de conscientizar os indivíduos.