O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 05/10/2018

Durante a Idade Média, um surto de sífilis atingiu toda a Europa e ficou conhecido como uma praga das Américas aos seus colonizadores. Nesse sentido, a evolução das ciências médicas, possibilitou o retrocesso de várias Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s), como a sífilis. Porém, nos últimos anos alguns casos de DST’s, já controladas, voltaram a surgir, no Brasil, abrindo uma discussão para as causas desse retorno.   Primeiramente, vale ressaltar que a discussão sobre o uso de contraceptivos é limitada à grade escolar. Geralmente, quando mencionado sobre educação sexual o assunto é tratado de maneira rápida e superficial. Além disso, a vergonha da família em conversar com os filhos colabora para que o tema vire tabu. Essas duas questões vinculadas, acabam passando a noção para o jovem de que ele sabe o suficiente sobre sexualidade e o faz  se descuidar na prática ampliando os índices de Aids e do vírus HIV, no Brasil, segundo dados da ONU, por exemplo.

Outrossim, o preconceito social com os portadores de alguma DST contribui para que a vergonha prevaleça sobre o tratamento. Em sua maioria, a pessoa tem receio de expôr que está em uma situação vulnerável e, por isso, prefere não comentar sobre a doença, por receio da reação social, geralmente negativa. Conforme especialistas da Unicamp, a não prevenção e a falta de tratamento miniminiza na população os reais riscos das DST’s, incluindo à morte, o que ratifica o medo sobre à saúde.

Portanto, alertar a comunidade sobre os transtornos que as patologias sexualmente transmissíveis podem trazer é necessário. O Ministério da Saúde, em parceria com as escolas, deve organizar um dia nacional de prevenção às DST’s, por meio de palestras em praças, tendas apresentando as doenças e seus tratamentos, além das prevenções, exibidas por estudantes à comunidade local, visando a formação do senso crítico do aluno e da população. Ademais, a mídia deve criar propagandas críticas sobre o descuido social com a saúde, enfatizando a não prevenção das DST’s e os números do país, buscando a discussão social ao tema.