O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 30/09/2018
Durante a Segunda Guerra Mundial, num cenário de devastação e miséria, a prostituição tornou-se uma opção de sobrevivência para inúmeras mulheres. Uma consequência da proliferação da prostituição foi o aumento de casos de doenças sexualmente transmissíveis, DST’S, nesse período, as quais, segundo o livro “1942 – O Brasil e Sua Guerra Quase Desconhecida”, de João Barone, causavam mais baixas no exército brasileiro do que o próprio combate armado. Hodiernamente, o país ainda apresenta o problema público do aumento de infectados por DSTS. Isso porque, não raro, há negligência, descaso populacional, entre outros motivos.
Em primeiro lugar, muitas vezes, o próprio indivíduo ostenta o chamado “Complexo de Superman”, no qual afirma-se na ideia de certa superioridade, orgulho e invencibilidade. Tal situação pode ser explicitada de maneira concreta ao citar-se a não prevenção no sexo, pois algumas pessoas acreditam , de forma errônea, que nada acontecerá à elas. Dessa maneira, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 5 milhões de brasileiros já foram contaminados em alguma ocasião por doenças sexualmente transmissíveis, sendo a AIDS a mais frequente no país.
Ainda convém ressaltar que parte da população subestima essas enfermidades, ao considerar, equivocadamente, que os importantes avanços no viés tecnológico e da medicina nas últimas décadas propiciam condições de vida plena aos infectados e tornam a precaução desnecessária. Ademais, a propagação das DST’S ocorre principalmente entre os jovens, os quais, na sua maioria, não obtiveram contato com a era crítica dessas doenças, quando no passado muitas pessoas, inclusive famosos, à exemplo de Cazuza e Renato Russo, morriam rapidamente após o descobrimento de alguma doença venérea, haja vista que o tratamento era insuficiente.
Dessa forma, é imprescindível e notório que seja combatido o aumento de infectados por DSTs no Brasil. A essa conjuntura, é primordial que as responsabilidades sejam compartilhadas entre o Poder Público, escolas, família e mídia. A fim de que isso ocorra, é necessário que as escolas de todo o país, em conjunto com o Ministério da Saúde e Ministério da Educação, apresentem aulas direcionadas, palestras e cartilhas que corroborem a educação sexual dos indivíduos, além de implementação de máquinas de preservativos nas escolas públicas de ensino médio, bem como deve haver maior apoio familiar, por intermédio de diálogos construtivos que desmistifiquem a discussão sobre sexo e suas consequências. Em adição, é imperioso que a mídia, com seu papel influenciador, realize, junto ao Ministério da Saúde, propagandas publicitárias mais concretas sobre a prevenção contra DST’S, por meio de, por exemplo, propagandas televisivas mais impactantes.