O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 06/10/2018

Segundo o filósofo alemão Theodor W. Adorno, quanto mais esclarecido é um indivíduo, mais esclarecida é a sociedade. Entretanto, ao observar-se o significativo aumento de infectados por doenças sexualmente transmissíveis, no Brasil, vê-se que essa tese encontra-se deturpada. São fatores que contribuem para essa problemática a ausência do uso da camisinha durante as relações sexuais, bem como a falta de preocupação os riscos das DSTs por parte da sociedade.

Preliminarmente, é preciso entender que o Brasil vem apresentando um aumento significativo no número de DSTs. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, entre os anos de 2005 e 2015, a taxa de detecção de HIV mais que dobrou, partindo de 16,2 casos por 100 mil pessoas para 33,1, entre jovens de 20 e 24 anos. Isso ocorre essencialmente pela ausência do uso de preservativos que, mesmo sendo de suma importância para evitar quadros como esse, deixam de serem usados pelas pessoas por essas acreditarem que não vão contrair nenhuma espécie de doença. Todavia, a realidade contradiz o pensamento comum, pois, segundo a OMS, no Brasil, o número de casos de dsts contraídas entre a população sexualmente ativa é grande, exemplo disso são os mais de 600 mil casos de herpes genital detectados em todo território nacional no período de um ano.

Além disso, outro ponto substancial nessa temática é a negligência da sociedade com os dessa questão. Tal situação transcorre principalmente por causas dos avanços significativos na área da medicina, que impedem que as DSTs tomem proporções maiores, e por isso a sociedade passou a entender que não é um risco contrair doenças venéreas. Sob esse viés negligente, nota-se um pensamento errado, pois, embora tenham ocorridos avanços, as dsts ainda são um risco para saúde. Entretanto, segundo o filósofo Michael Foulcault, é preciso mostrar às pessoas que elas são livres para quebrar pensamentos errôneos construídos em outros momentos. Logo, para transpor as eventuais barreiras dessa problemática são necessárias mudanças nos valores sociais.

Portanto, indubitavelmente, diligências carecem ser tomadas. Destarte, o Governo, por meio do Ministério da Saúde, deve promover maior discernimento da importância do uso da camisinha na sociedade através de debates e propagandas, abordando a necessidade de usa-la como uma ferramenta de proteção para eventuais problemas, como por exemplo, as dsts, e, assim, conscientizando a sociedade. Para mais, a mídia deve promover a conscientização das pessoas por meio de programas de rádio e tv falando sobre as consequências das dsts, bem como a necessidade de proteger-se, contribuindo, assim, para uma educação sexual saudável por parte da sociedade.