O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 02/10/2018

A Constituição Federal do Brasil preconiza em seu artigo 6° o direito à saúde a todo cidadão. Entretanto, apesar das medidas preventivas estabelecidas pelo Governo Federal, ainda é notório o significativo crescimento das doenças sexualmente transmissíveis ( DSTs) entre a população, o que ocorre devido à ineficiência e defasagem das políticas públicas e negligência dos jovens frente aos males advindos dessas epidemias. Nesse viés, é importante rever a situação social, bem como seus efeitos na contemporaneidade.

Em primeira instância, na última década, as políticas públicas nacionais de combate e prevenção a doenças sexualmente transmissíveis tiveram sua eficácia diminuída. Essa situação caracteriza-se devido à falta de diálogo e engajamento do governo com movimentos sociais que promovem ações de prevenção e , principalmente , pela escassez de métodos que beneficiem todos os territórios brasileiro. Como consequência , de acordo com o Ministério da Saúde, os casos de HIV e AIDS aumentaram em 85°/° nos últimos 10 anos. Assim, o numero de infectados cresce e contribui para a má qualidade de saúde dos indivíduos.

Além disso, é visível que os jovens banalizaram e perderam o medo diante essas doenças – Aids, sífilis, HIV, hepatite. Desse modo, sociólogo Roberto Geraldo da Silva afirma que a questão envolve aspectos amorosos, sociais e culturais , viabilizando que a juventude vai de contramão da utilização de preservativos, seja por enxergarem que essas enfermidades possuem tratamento, acreditar que não vai acontecer ou crer que em relacionamentos a camisinha não seja necessária.

Urge, portanto, que ações sejam efetivadas para combater e evitar a disseminação de DSTs. Nesse sentido,o Estado brasileiro, por meio do Ministério da Saúde, deve propor formas inovadoras de campanhas publicas, formando equipes de enfermeiros e dividindo em cada região do país para realizar atendimentos semanais nas cidades, realizando exames e testes para a população e dialogando sobre a temática para que essas pessoas tomem conhecimento a respeito da problemática e evitem a contaminação. É imprescindível, também, que as escolas forneçam debates e palestras com profissionais na área da saúde, alertando os jovens sobre os métodos de prevenção e as conseqüências de cada enfermidade. Destarte, será possível alertar a população e minimizar casos de DSTs.