O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 04/10/2018
A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro - assegura a todos a saúde e ao bem-estar. Entretanto, o decréscimo no uso de preservativos nas relações sexuais, que é menor que 40%, segundo o Jornal R7, põe em xeque a real oferta desse direito. Nesse sentido, a negligência do Estado e a falta de receio às consequências do não uso permeiam a problemática.
A princípio, deve-se analisar o descuido do governo na questão. Na obra “Modernidade Líquida”, o filósofo Zygmunt Bauman afirma que muitas instituições - dentre elas, o Estado - perderam sua função social. Analogamente, o decréscimo no uso de preservativos advém da escassez de políticas públicas de saúde efetivas, nas quais a população possa ter acesso a métodos preventivos e à profissionais especializados para orientação necessária. Tal fato demostra a fragilidade do Estado em cumprir seu papel fundamental.
Ademais, é notória a irresponsabilidade dos indivíduos em relação à prática sexual desprotegida, haja vista que há inúmeras doenças venérias associadas ao ato, dentre as quais pode-se citar: o HIV, gonorreia e a sífilis, doença bacteriana que cresceu 1/3 entre 2014 e 2015, tendo como efeito, caso não tratada, demência, problemas cardíacos e cegueira. Essa circunstância evidencia um corpo social pautado em uma filosofia Hedonista, a qual busca o prazer irrestrito, ou seja, imprudente.
Portanto, para que, de fato as doenças sexualmente transmissíveis sejam reduzidas, faz-se necessário que o Ministério da Saúde crie um plano de combate às dst’s, implantando núcleos de atendimento com médicos especialistas, exames laboratoriais e distribuição gratuita de preservativos, a fim de tanto prevenir, diagnosticar e tratar a população. Juntamente, as mídias de TV e internet veicular comerciais que mostrem os efeitos das dst´s na vida dos indivíduos portadores. Assim, a Magna Carta estará de forma integral na vida dos brasileiros.