O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 06/10/2018
Durante a Segunda Guerra Mundial, num cenário de devastação e miséria, a prostituição tornou-se uma opção de sobrevivência para inúmeras mulheres. Uma consequência da proliferação da prostituição nesse período foi o aumento do números de casos de doenças sexualmente transmissíveis, DST’S, as quais segundo o livro “1942- O Brasil e sua guerra quase desconhecida”, de João Barone, causavam mais baixas no exército brasileiro do que o próprio combate armado. Hodiernamente, o país ainda apresenta o problema público do aumento de infectados por DSTS. Isso porque, não raro, há negligência, descaso populacional, entre outros motivos.
Em primeiro lugar, muitas vezes, o próprio indivíduo ostenta o chamado “Complexo do Superman”, apontado por analistas, no qual afirma-se na ideia de certa superioridade, orgulho e invencibilidade. Tal situação pode ser explicitada de maneira concreta ao citar-se a não prevenção no sexo, pois parte da população acredita, de forma errônea, que nada acontecerá à elas. Dessa maneira, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 5 milhões de brasileiros já foram contaminados em alguma ocasião por doenças sexualmente transmissíveis, sendo a AIDS a mais frequente no país.
Ainda convém ressaltar que muitas pessoas subestimam essas enfermidades, ao considerarem, equivocadamente, que os importantes avanços no viés tecnológico e da medicina, nas últimas décadas, propiciam condições de vida plena aos infectados e tornam a precaução desnecessária. Ademais, a propagação das DST’S ocorre principalmente entre os jovens- dados estatísticos mostram que seis em cada dez jovens entre 15 e 24 anos fez sexo sem preservativo no último ano- os quais, na sua maioria, não obtiveram contato com a era crítica dessas doenças, quando no passado muitos indivíduos, inclusive famosos, à exemplo de Cazuza e Renato Russo, morriam rapidamente após a contaminação por alguma doença venérea, haja vista que o tratamento oferecido na época era ineficaz.
Dessa forma, é imprescindível e notório que seja combatido o aumento de infectados por DST’S no Brasil. A essa conjuntura, é primordial que as responsabilidades sejam compartilhadas entre o Poder Público, escolas, família e mídia. A fim de que isso ocorra, é necessário que as escolas de todo o país, em conjunto com o Ministério da Saúde e Ministério da Educação, apresentem aulas direcionadas, palestras e cartilhas que corroborem a educação sexual dos indivíduos, além da implementação de máquinas de preservativos nas escolas públicas de ensino médio, bem como deve haver maior apoio familiar, por intermédio de diálogos construtivos que desmistifiquem a discussão sobre sexo. Em adição, é imperioso que a mídia realize, junto ao Ministério da Saúde, propagandas publicitárias mais concretas sobre a prevenção contra DST’S, por meio de propagandas televisivas mais impactantes.