O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 07/10/2018
A década de 1980 foi marcada pelo surgimento de uma das mais graves doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), a aids. Esse fenômeno movimentou grande preocupação e conscientização das pessoas para essa enfermidade. Decorridas décadas desde esse marco, o aumento exponencial dos infectados por DST no Brasil aponta para um descuido frente à temática, principalmente, entre os jovens. Nesse sentido, fatores de ordem educacional, bem como social, caracterizam os dilemas dos crescentes números desse tipo de infecção.
É importante pontuar, de início, a negligência escolar quanto às DSTs na juventude brasileira. À guisa do pensamento kantiano, o ser humano é tudo aquilo que a educação faz dele, sendo as escolas fundamentais nesse processo. Entretanto, grande parte do meio estudantil do país promove uma falha formação social aos estudantes ao ignorar nas salas de aula a questão das infecções sexualmente transmissíveis. Nesse contexto, a ausência de projetos e campanhas de conscientização com os jovens acerca das DSTs acarreta um comportamento mais negligente e perigoso da juventude quanto às relações sexuais. Essa realidade é ratificada por dados do Pcap de 2016, que afirmaram que 60% dos jovens de 15 a 24 anos fez sexo sem preservativo no ano anterior, expondo um quadro de maior vulnerabilidade desses indivíduos às doenças.
Outrossim, tem-se os graves impactos do comportamento sexual dos brasileiros na contemporaneidade. Nesse sentido, o descuido de muitos cidadãos quanto às relações sexuais provocou um aumento significativo do número de infectados por DSTs no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 2014 e 2015, a sífilis adquirida teve um aumento de 32,7%. Esse quadro expõe uma caótica realidade brasileira, dado o fracasso das políticas públicas de prevenção das doenças, provocando uma sobrecarga ao já limitado sistema de saúde do país. Assim, o comprometimento dos hospitais e postos de saúde brasileiros é, em parte, atribuído a elevados casos de enfermidades que poderiam ser evitadas com o engajamento dos governos e das escolas.
É notória, portanto, a relevância de fatores educacionais e sociais na problemática supracitada. Nesse viés, é dever das escolas, em consonância com a mídia, destacar na população a importância dos preservativos nas relações sexuais. A ideia da medida é, a partir de debates e palestras nas salas de aula, além de telenovelas que abordem o assunto, minimizar os casos de DSTs no Brasil, garantindo um comportamento sexual mais consciente dos cidadãos. Ademais, cabe ao Governo, por intermédio do Ministério da Saúde, desenvolver políticas de prevenção dessas infecções. Essa intervenção deve contar com campanhas nos postos de saúde e na internet a fim de reduzir o número de infectados.