O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 12/10/2018

As características morfológicas dos vírus e das bactérias foram alvo de estudo por muito tempo. Hoje, já bem conhecidos e distintos em suas formações, possuem algo em comum: ambos causam doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Mas apesar do seu conhecimento no meio científico, o aumento de casos na população é alarmante. Causa disso é a mistificação do ato sexual, juntamente à ineficiência governamental na prevenção e instrução, que potencializa esse grave problema de saúde pública.

Em primeira análise, é inadmissível que a abstenção sobre o assunto sexo agrave o descuido e o desconhecimento sobre as doenças sexuais. Pois sabe-se que grande parte dos jovens inicia a atividade sexual sem a mínima instrução de um adulto, e as informações sobre DSTs acabam por ser limitadas. Não bastando isso, ainda há uma incoerência dominante nos indivíduos na busca de mais de um parceiro sexual, sendo a modernidade líquida de Bauman um exemplo crítico dessa fluidez humana, que é também virulenta e bacteriana.

No mesmo sentido, os órgãos de saúde trabalham na profilaxia e no tratamento dessas doenças de modo muito impositivo e pouco informativo. É então que o retrocesso, frente ao espanto do infectado, dificulta a erradicação dos casos. Porém, é imprescindível pontuar que a incidência de DSTs segue o fluxo inverso da concentração de renda, sendo as pessoas marginalizadas aquelas que mais sofrem com a estranheza do seu próprio estado de saúde. Um quadro problemático que, infelizmente, tende à banalidade.

É necessário, sendo assim, que haja uma ação conjunta entre governo e sociedade na busca incessante de acabar com o aumento de DSTs. Em primeiro, o Ministério da Saúde deve capacitar estudantes do ensino superior, na área da saúde, para que cumpram horas extracurriculares nas instituições públicas, com o objetivo de explicar e expandir o conhecimento da sociedade sobre essas doenças, assim como disponibilizar testes simples que auxiliam na identificação. Conjuntamente, as escolas de nível médio precisam incorporar  a educação sexual, sem a sexualização precoce, mas com a finalidade de instruir que a atividade sexual deve ser acompanhada de uma preocupação para evitar esse caos à saúde humana.