O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 27/10/2018
Durante a década de 80, o Brasil enfrentou uma gravíssima epidemia de AIDS, que se espalhou rapidamente, graças ao pouco conhecimento da população sobre a doença e suas formas contágio. Atualmente, porém, mesmo com o rápido avanço da medicina, as DST’s ainda são muito frequentes em todo o país devido a diversos fatores, como a falta de prevenção e de discussões acerca desse assunto. Entende-se, então, que essas terríveis doenças que têm afetado, diariamente, milhões de pessoas, são um problema alarmante e devem receber total atenção das autoridades.
A princípio, é necessário analisar a falta de consciência coletiva em tal questão. De acordo com dados divulgados pela OMS, os necessários preservativos são utilizados em menos de 40% da relações sexuais. Isso, infelizmente, ocorre porque, muitas vezes, as pessoas associam o sexo desprevenido apenas à gravidez indesejada, o que acarreta na utilização isolada de métodos contraceptivos que não protegem de doenças sexualmente transmissíveis. Em suma, a gravidade dessas infecções é completamente menosprezada e esquecida pela população, o que contribui para que elas sejam transmitidas com uma enorme facilidade diariamente.
Ademais, o tabu ao redor dessa problemática também é um agravante. Segundo a educadora sexual Carolini Arcari, a falta de uma educação sexual nas escolas contribui severamente para o aumento de pessoas infectadas por DST, haja vista que ao ser pouco abordada do dia a dia, a real possibilidade de contágio é completamente esquecida pelos indivíduos. A partir disso, pode-se entender que o aumento anual de casos de infecção está diretamente ligado ao fato de que a população, principalmente os jovens, não é alertada sobre as possíveis formas de contágio e nem sobre o risco que passa a correr ao adquirir alguma dessas doença. Dessa forma, ao negligenciar a importância do diálogo acerca dessa questão, o governo contribui para um retrocesso da saúde em todo o país.
Entende-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para reverter esse assustador quadro. Torna-se necessário que o Ministério da Saúde intensifique as campanhas sobre a necessidade do uso de preservativo, mediante propagandas midiáticas nos horários de maior audiência, para que essa importante mensagem seja, de fato, absorvida pelas pessoas. Além disso, é preciso que o Ministério da Educação introduza nas escolas aulas de educação sexual relacionadas à prevenção de DST’s e às formas de contágio. Isso pode ser feito por meio de palestras com profissionais da saúde, filmes educativos e debates, para que a geração que está em formação, não seja tão afetada como a atual. Assim, será possível, aos poucos, acabar com esse problema que aterroriza todo o país.