O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 12/10/2018

Durante a década de 80, a ocorrência de contaminações pelos diversos tipos de DSTs aumentou exponencialmente, entre as causas, destaca-se, a falta de uso de preservativos e a desinformação sobre as doenças. Após o declínio sucessivo ao longo dos anos, as últimas pesquisam indicam um novo crescimento de infectados no país. Tal quadro é ocasionado devido à irresponsabilidade de uma parcela dos jovens e o tabu familiar, estes motivos trazem consequências perigosas para a saúde pública.

A priori, é evidente que o aumento de contaminados por DSTs tem relação com a negligência no uso de preservativos durante relações sexuais. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, o número de infectados por sífilis cresceu 603% em apenas 6 anos entre os jovens, ou seja, estes indivíduos não estão se protegendo de forma eficaz. Infelizmente, um motivo frequente para a rejeição ao uso de métodos preventivos é a diferença de prazer resultante das camisinhas, isto é, apesar de saber as consequências, adolescentes e adultos demonstram imaturidade em suas decisões e colocam em risco às pessoas com as quais se relacionam.

Outrossim, a falta de diálogo entre responsáveis e jovens é outro fator determinante para a disseminação desse tipo de doença. Segundo o filósofo Noam Chomsky, “O estado não é um agente moral, as pessoas são”, por isso, o tabu em torno do sexo atrapalha no conhecimento sobre esta atividade e os métodos preventivos necessários para a saúde. Por exemplo, o governo brasileiro disponibiliza a vacina contra o HPV, principalmente para meninas entre 11 e 14 anos, porém, muitos pais se recusam a levar suas filhas para serem imunizadas, pois, creem que ao fazer isto, estarão atestando o início precoce destas adolescentes nas atividades sexuais, algo que reprovam veementemente.

Destarte, infere-se que uma parcela dos indivíduos jovens demonstram imprudência nas suas escolhas e a intensa tradição familiar presente no Brasil, corroboram para o atual crescimento de doenças venéreas. Logo, é dever do Ministério da Saúde, em suma responsável pelo bem-estar público, aliar-se ao Ministério da Educação, e por meio de uma intensa mobilização com profissionais médicos da área sexual, empreenderem um enfoque maior no ensino de causas e consequências da imaturidade e falta de diálogo. Com o objetivo de ensinar e convencer os alunos sobre a necessidade de proteção durante as atividades carnais, dessa forma, o governo brasileiro irá solucionar uma parte considerável da disseminação de DSTs, de modo que evite um problema de calamidade pública e provoque um declínio permanente nos índices de infectados.