O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 11/10/2018
O hodierno aumento de casos de DST’s, doenças sexualmente transmissíveis,- antes chamadas de doenças venéreas, isto é, doenças de Vênus , em referência à deusa romana do amor- representa um grande problema de saúde pública no Brasil, haja vista que, segundo dados do Ministério da Saúde, as ocorrências de sífilis por transmissão sexual cresceram 603% em seis anos. Isso acontece porque, não raro, há negligência individual, descaso populacional, entre outros motivos.
Mormente, muitas vezes, o próprio indivíduo ostenta o denominado “Complexo de Superman”, apontado por analistas, no qual afirma-se na ideia de certa superioridade, orgulho e invencibilidade. Tal situação pode ser explicitada de maneira concreta ao citar-se a não prevenção no sexo, pois parte da população acredita, de forma errônea, que nada acontecerá à ela. Dessa maneira, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 5 milhões de brasileiros já foram contaminados em alguma ocasião por doenças sexualmente transmissíveis, sendo a AIDS a mais frequente no país. Destarte, a precoce irresponsabilidade comportamental da juventude brasileira torna-se um fator determinante para o desenvolvimento ideal, posto que coloca em xeque a qualidade de vida.
Ainda convém ressaltar que inúmeras pessoas subestimam essas enfermidades, ao considerarem, equivocadamente, que os avanços no viés tecnológico e da medicina nas últimas décadas- como a descoberta dos antibióticos- propiciam condições de vida plena aos infectados e tornam a precaução desnecessária. Ademais, a propagação das DST’s ocorre, principalmente, entre os jovens. Dados estatísticos evidenciam que seis em cada dez jovens fizeram sexo sem preservativo no último ano, os quais, na sua maioria, não obtiveram contato com a era crítica dessas doenças, quando no passado muitos indivíduos, inclusive famosos, à exemplo de Cazuza e Renato Russo, morriam rapidamente após a contaminação, e, portanto, não raro, não compreendem a magnitude dessa problemática.
Dessa forma, é imprescindível e notório que seja combatido o aumento de infectados por DST’s no Brasil. A essa conjuntura, é primordial que as responsabilidades sejam compartilhadas entre o Poder Público, escolas, família e mídia. A fim de que isso ocorra, é necessário que as escolas de todo o país, em conjunto com o Ministério da Saúde e Ministério da Educação, apresentem aulas direcionadas, palestras e cartilhas que corroborem a educação sexual dos indivíduos, além da implementação de máquinas de preservativos nas escolas públicas de ensino médio, bem como deve haver maior apoio familiar, por intermédio de diálogos construtivos que desmistifiquem a discussão sobre sexo. Em adição, é imperioso que a mídia realize, junto ao Ministério da Saúde, propagandas publicitárias mais concretas sobre a prevenção contra DST’s, por meio de propagandas televisivas mais impactantes.