O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 12/10/2018

No limiar do século XXI, o aumento da incidência de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) aparece como um dos problemas mais evidentes na sociedade brasileira. É mediante tal questão que a vida de muitas pessoas é comprometida, a julgar que a sífilis e a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) não têm cura. Nesse contexto, é indispensável salientar que a omissão do poder público está entre as causas da problemática, haja vista que o assunto não é amplamente debatido e, por conseguinte, combatido. Diante disso, vale discutir as motivações para o crescimento do número de infectados por essas enfermidades e a importância da educação para a evolução do país.

Em uma primeira abordagem, é fundamental destacar que os jovens - entre 20 e 25 anos - são os mais afetados pelas DSTs. Nesse sentido, o epidemiologista Alexandre Von Humboldt explica que o comportamento desse segmento social influencia diretamente para a infecção dos mesmos. De maneira análoga, a falta de consciência sobre o tema e o pouco cuidado com o futuro têm sido prioridades na vida do jovem brasileiro, que a todo instante faz relações sexuais sem o uso de preservativos - como a camisinha. Além disso, a falta de investimentos públicos nos setores de saúde corrobora com a problemática, na medida em que a distribuição de preservativos e os exames de detecção são comprometidos, o que aumenta - também - as doenças congênitas, como a sífilis. Seguindo essa linha de raciocínio, o escritor francês Jacques Bossuet defende a ideia de que a saúde depende mais das prevenções do que, de fato, dos médicos.

Outro ponto em destaque - nessa temática - é a relevância da educação para o desenvolvimento da nação. Nesse viés, o educador Paulo Freire sustenta o pensamento de que, se a educação não pode transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Fazendo jus a esse conceito, é imprescindível a conscientização da população sobre a importância da utilização de preservativos nas relações sexuais. Nessa ótica, estudos do Instituto de Pesquisa de Campinas indicam que apenas 40% das pessoas sexualmente ativas utilizam preservativos durante a relação sexual. Ademais, 15% da população nacional acredita que a AIDS tem cura. Sendo assim, uma mudança nos valores da sociedade é imprescindível para transpor os obstáculos da ignorância.

Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para desacelerar a proliferação das DSTs no Brasil. Cabe ao Ministério da Saúde solicitar o direcionamento de, pelo menos, 15% das arrecadações das prefeituras para o combate a essas enfermidades, de modo a aumentar a distribuição de camisinhas em todos os postos de saúde e inserir mais profissionais para o diagnóstico, a conscientização e o acompanhamento de infectados. Assim, será possível evitar mais casos de DSTs.