O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 14/10/2018
A série “Elite”, da “netflix”, tem como protagonista a jovem Marina de 16 anos, portadora do vírus HIV e que sofre devido à falta de dialogo com os pais a respeito da doença. Infelizmente, tal situação não se retêm somente à série, na qual a sociedade brasileira também não aborda tal temática. Nesse sentido, cabe analisar dois aspectos que aumentam o contágio de DTSs: as relações superficiais dos jovens e o tabu nocivo à respeito da educação sexual.
Primeiramente, é necessário pontuar que as relações rápidas provenientes da era atual, propiciam o descuido com a própria saúde. Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, “Vivemos tempos líquidos. Nada é para durar”. Nesse especto, em uma sociedade na qual as relações, muitas vezes, duram um curto período de tempo, a probabilidade de haver a contração de doenças sexualmente transmissíveis aumentam devido à intensa busca por prazer. Dessa forma, sem uma discussão a respeito de tal tema, mais jovens ficam suscetíveis a infecções desse tipo.
Além disso, convém ressaltar que educar é a melhor forma de prevenção. De acordo com Sir Arthur Lewis, economista britânico, a educação é um investimento com retorno. Porém, no que se refere à educação sexual, essa é tratada como um tabu e sua discussão é comumente evitada, visto que muitos pais e professores não estão aptos a discutirem o assunto, seja por insegurança ou desinformação. Com isso, os pais e a escola falham em trazer a discussão à tona e, até mesmo, na proteção dos indivíduos dependentes deles.
Portanto, para conduzir os jovens a uma vida sexual saudável, faz-se necessário a quebra do tabu. Sendo assim, Deputados e Senadores Federais em parceria com o Ministério da Saúde devem criar uma lei por meio do Poder Legislativo que vise a distribuição de camisinhas e cartilhas com informações sobre DTSs para centros de entretenimento frequentados por jovens, no intuito de promover informação e reduzir contágios. Ademais, o Ministério da educação e o Ministério da Saúde junto as escolas precisam fomentar a discussão acerca da educação sexual disponibilizando sexólogos e psicólogos para produzirem palestras socioeducativas para pais e alunos a fim de cessar às inseguranças de pais e professores. Assim, será possível discutir o tema e encaminhar o jovem a uma pratica segura.