O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 12/10/2018

No auge do HIV, nas décadas de 80 e 90, milhares de famílias em todo o mundo foram dizimadas pelo até então chamado “câncer gay” -que acometia e acomete até hoje principalmente esse grupo-. Com o desenvolvimento da medicina, a contração da Aids deixou de ser uma sentença de morte e todo o terror construído à cerca dessa doença -sobretudo nas novas gerações que não vivenciaram a epidemia - deixou de existir. O atual cenário brasileiro reflete esse avanço nas medicações, porém, também o retrocesso da prevenção, logo o aumento de contagiados. A situação espelha-se da falta de orientação por parte dos pais e de ações eficazes por parte do Estado para conscientização dos jovens.

Em primeiro plano, vale salientar que a juventude é negligente e além disso, não recebe as devidas orientações no meio familiar. Segundo o fetichismo de Freud, aquilo que não pode ser dito ou feito se torna um fetiche. Isso acontece com o não uso da camisinha, por não receberem as devidas orientações da família sobre sexualidade - o sexo não pode ser dito - e nem conselhos sobre o uso de preservativos. Assim como a ideia de que ele serve apenas para evitar gravidez, isso faz com que gays não façam o uso dela e se tornem o grupo de maior risco.

Em segundo plano, observa-se que relacionamentos contemporâneos se tornaram menos sólidos e é mais comum a troca de parceiros. Para Bauman, vivemos em uma sociedade líquida, onde as relações são fluidas e instáveis. Com isso as pessoas são capazes de relacionar-se com vários indivíduos em um curto espaço de tempo e isso agrava a contaminação de DST’s, uma vez que esses não fazem o uso de preservativos por não terem a consciência de que podem estar adquirindo graves doenças e comprometendo sua qualidade de vida.

Destarte, analisando a problemática da nação, medidas preventivas devem ser adotadas. O MEC, e o Ministério da Saúde devem promover ações nas escolas envolvendo a comunidade -principalmente pais de alunos- levando o tema da sexualidade e uso de preservativos a partir de palestras psicopedagogias e orientando os jovens e seus pais de que o preservativo não serve só para prevenção de gravidez. Ademais, o Ministério da Saúde ainda deve se impor para fazer testes dessas doenças em todos os jovens em idades de risco para o diagnóstico precoce, evitando novas contaminações. Com as devidas intervenções, uma epidemia como a de 1980-1990 não voltará a acontecer.