O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 14/10/2018
Infelizmente, número de infectados por doenças sexualmente transmissíveis tem aumentado no Brasil. De 2005 a 2015, por exemplo, a taxa de detecção dessas enfermidades passou de 16,1 casos para 33,1 para cada 100 pessoas, confirma pesquisas feitas pelo Ministério da Saúde. Nesse sentido, destaca-se como as principais causas do infortúnio, a falta de diálogo familiar acerca do assunto e a mínima conscientização por parte da população sobre o fato. Assim, o país se depara com uma realidade ameaçadora para o bem-estar do ser e que, por isso, precisa ser enfrentada.
Segundo a teoria da tábula rasa, de John Locke, o ser humano é uma tela que é preenchida com experiências e influências. Seguindo essa linha de pensamento, um dos motivos que intensificam a disseminação das DSTS se encaixa com perfeição na teoria do filósofo. Sob tal ótica, é possível dizer que, se um indivíduo está inserido em uma família que não debate e estimula o combate às doenças em questão, terá mais chances de adquiri-las por conta da vivência em um grupo que não o influenciou a se prevenir, o que corrobora a perpetuação do problema no Brasil.
Outrossim, percebe-se que ainda há um grande débito por parte do Estado em não se voltar com devida atenção para esse tema. Nessa perspectiva, é indubitável que se alguns recursos, como a mídia, fossem empregados para conscientizar a população sobre a problemática, o casos de infectados seriam minorados. Em defesa dessa assertiva, dados da Organização Mundial da Saúde revelam que em 2009, propagandas foram utilizadas para chamar à atenção da população mundial para o combate da sífilis, que é transmitida durante a relação sexual. Como resultado, o número de contaminados pela doença diminuiu, passando de 20% para 6%. Destarte, fica evidente que as DSTS constituem uma ameaça para a sociedade e, dessa maneira, medidas fazem-se necessárias para combatê-las.
Urge, portanto, que o núcleo familiar fomente a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis, de modo a conversar e debater entre a família o assunto, a fim de que possam ser formados cidadãos com uma mentalidade crítica que os preparem para se prevenirem em uma relação sexual. Ademais, é necessário que Ministério da Educação informe jovens e adolescentes a respeito dos riscos oferecidos por essas enfermidades, por meio de discussões em salas de aula e palestras nas escolas, como o fito e diminuir o número de infectados em uma perspectiva futura. Por fim, é imprescindível que o Estado, vinculado a mídia televisiva, promova propagandas com imagens impactantes, capazes de alertar e conscientizar a população sobre os prejuízos gerados pelas DSTS no corpo dos indivíduos, para que , então, toda a nação possa estar voltada para a profilaxia do problema.