O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 02/11/2018
Durante a “Revoluçaõ Sexual” realizada na segunda metade do século XX, a difusão de métodos preventivos, como a camisinha, permitiu que indivíduos se relacionassem de modo mais seguro. Contudo, o Brasil atualmente observa o crescimento das DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), principalmente entre a população mais jovem. A falta de conhecimento sobre as doenças venéreas e a dificuldade familiar na abordagem dessa problemática são elementos centrais desse tema, que demanda ações imediatas.
Primeiramente, deve-se analisar como a desinformação contribui para o desenvolvimento desse problema no país. Segundo o Ministério da Saúde, casos de HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) dobraram entre jovens no período de 2005 a 2015. Semelhantemente, uma pesquisa divulgada em 2016 no site “Uol” revela que cerca de 20% das pessoas entre 15 e 24 anos acreditam existir cura para essa doenças. Essas informações demonstram o desconhecimento desse grupo em relação aos riscos e à prevenção das DSTs, o que tem permitido seu aumento. Dessa forma, verifica-se a necessidade de políticas públicas que ampliem a conscientização sobre o tema.
Ademais, é importante destacar como a omissão familiar frente a sexualidade dos filhos influência o crescimento das doenças venéreas. De acordo com o sociólogo Durkheim, as instituições possuem papel fundamental na orientação e formação dos indivíduos, sendo a família umas das principais. No entanto, a leitura de clássicos como “Brás Cubas” revela o contexto social brasileiro fundamentado em aparências e ocultações. Assim, muitas famílias preferem ignorar a questão da sexualidade dos jovens em função de valores morais impostos historicamente. Tal conjuntura acaba por levar vários jovens a iniciarem suas atividades sexuais sem o conselho de seus parentes, o que torna-os mais vulneráveis às infeções por DSTs.
Portanto, verifica-se que para combater o crescimento das infecções de transmissão sexual é necessária a atuação do Estado e da sociedade civil. Inicialmente, é preciso que o Ministério da Educação, juntamente com a Associação Brasileira de Medicina, promova palestras em escolas e universidades, com a participação de médicos e educadores, no intuito de promover maior conhecimento do jovens sobre as DSTs e a importância dos métodos preventivos. Além disso, é fundamental que o Ministério da Educação e o Conselho Nacional de Psicologia estabeleçam aulas, realizadas nas escolas e voltadas para pais e responsáveis, que busquem desconstruir barreiras comunicativas, contando com auxílio de psicólogos e pedagogos, principalmente em relação a sexualidade com objetivo de ampliar o apoio parental nessa questão.