O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 24/10/2018
O artista Cazuza, foi vítima assolada por uma das doenças que mais assustaram o mundo, a AIDS. Declarando a todo o Brasil que era soropositivo, através de suas músicas ajudou a quebrar tabus e a criar consciência em relação à doença e seus efeitos. Nesse contexto, o número de DSTs no Brasil cresce desde então, visto que o uso de camisinhas entre os jovens está cada vez mais em desuso, isso não deve ser visto apenas como uma mera questão social, mas também como uma questão escolar, pois a falta de conscientização e informação é um grande aliado para essas doenças.
Sob esse viés, o preconceito e a discriminação são um dos grandes desafios para o combate as DSTs. No que concerne a esse contexto, falar sobre essas doenças gera desconforto entre os jovens, de modo que sentem vergonha de expor a infecção e pelo medo de serem discriminados pela sociedade, principalmente os LGBTs, tal situação é expressa no filme “Filadélfia”, no qual um advogado homossexual é demitido de seu emprego quando descobre que é portador do vírus HIV, analogamente as pessoas ainda sofrem bastante com a discriminação no âmbito social. Em síntese, a participação incisiva da sociedade no combate a esse preconceito, é de ligeira importância.
Nesse interim, sabe-se que a Escola tem um papel crucial na formação cidadã, é dever dela informar, comunicar e ensinar. Entretanto, essa Instituição falha diversas vezes nesse papel, ao não inserir discussões sobre a sexualidade e seus efeitos na vida de jovens e adolescentes, de como a “extinção” da camisinha é prejudicial, já que pode correr o risco de uma gravidez indesejada e infecção por alguma DST, por vezes o portador do vírus não sabe que possui a doença e passa a contaminar outras pessoas, isso mostra em dados do Ministério da Saúde que de 827 mil infectados no país, 112 mil não sabem que têm o vírus. No que tange essa problemática, é conspícuo, a partir desse excerto, que o ambiente escolar deve conscientizar mais os alunos para melhor chances de reduzir o número de casos de DSTs.
Por esse prisma, urgem ações da Escola e da sociedade com o fim de atenuar o desafio para a redução das DSTs no Brasil. Para tanto, a Escola deve fomentar o pensamento crítico desde o ensino fundamental, ao debate sobre as mazelas geradas pelo desuso da camisinha e os problemas que isso pode trazer, por meio de aulas colaborativas, como discussões e encontros temáticos com o fito de reduzir tal problemática. Ademais, cabe a essa instituição desenvolver palestras por meio da mobilização comunitária que atraia o público para terem conhecimento de que o preconceito não irá ajudar as pessoas a se sentirem bem e o quão é importante procurar tratamento. Desse modo, ocorrerá a redução das DSTs, como também uma boa qualidade de vida para aqueles que já são portadores.