O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 17/10/2018
O SUS (Sistema Único de Saúde), adotou a política de distribuição de camisinhas em diversos lugares, como em postos de saúde, terminais rodoviários e em eventos públicos. Entretanto, essa medida não foi suficiente para inibir o crescimento do número de doenças sexualmente transmissíveis. Nesse sentido, a precária instrução acadêmica, aliado a busca por prazer imediato, estão entre os principais causadores de doenças adquiridas. Nesse âmbito, analisa-se que essa problemática é sustentada, sobretudo, pela insuficiência nas políticas públicas e na baixa procura por informações de especialistas.
A princípio, a baixa abordagem das DSTs nas escolas está entre os pilares que levam jovens e adultos a praticarem sexo sem preservativos. Tal fato se justifica pela apresentação do tema, sem aprofundamento, no ensino médio, visto que o material não entra em detalhes do assunto e, aliado a isso, muitos professores não são capacitados para instruir jovens e adultos. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), mais de 70% dos brasileiros nunca fizeram um exame de HIV na vida, com efeito, aumenta a probabilidade de transmitir e adquirir doenças, como sífilis e gonorreia.
Atrelado ao meio acadêmico, o hedonismo contribui para a cristalização do problema. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 40% das pessoas não se protegem em sexo casual, isso acontece porque a sociedade moderna vive em busca do prazer momentâneo, fato que o sociólogo polonês, Zigmunt Bauman classifica como Modernidade Liquida, cuja relações estão frágeis e imediatas. Nessa perspectiva, a situação se agrava quando existe a ingestão de bebidas alcoólicas e drogas, uma vez que o indivíduo perde o pensamento racional e, consequentemente, pode levá-lo a pratica de sexo sem proteção.
Depreende-se, portanto, que o aumento de infectados por DSTs no Brasil e um problema de saúde pública, e carece de medidas estatais e sociais para reverter esse cenário. Para isso, o Ministério da Educação deve abordar na disciplina de Biologia, desde o quinto ano do ensino fundamental, assuntos relacionados à doenças que podem ser transmitidas via sexo, bem como suas consequências, por meio de cartilhas e DVDs com entrevistas de especialistas no assunto. Ademais, a mídia televisiva deve usar seu poder persuasivo, por intermédio de novelas e séries, e reproduzir senas com pessoas em locais de diversão em busca do prazer imediato e os riscos de contrair e transmitir doenças nas relações amorosas. Com essas medidas, certamente os jovens vão terminar o ensino médio instruídos sobre os perigos de contrair doenças, bem sobre a importância de escolher a pessoa certa e o momento correto. Assim, a distribuição de preservativos do SUS alcançará a verdadeira função social.