O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 16/10/2018
De acordo com o artigo 196 da Constituição Federal, a saúde é um direito de todos e dever do Estado. Hodiernamente no Brasil, entretanto, o aumento de pessoas infectadas por doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) inviabiliza que essa parcela da população possa adquirir esse direito na prática. Nesse sentido, é imprescindível notar que essa problemática relaciona-se não somente com os avanços tecnológicos, mas também com problemas educacionais da contemporaneidade.
É indubitável que os avanços na medicina proporcionaram melhoras no tratamento de doenças, por exemplo, a síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), o que acarretou a redução da letalidade dessa patologia. No entanto, devido a esse benefício as pessoas passaram a se prevenir menos contra as DSTs, visto que com os novos medicamentos os enfermos podem ter uma vida relativamente normal e, dessa maneira, os casos de morte são reduzidos, bem como menos veiculados pela mídia. À vista disso, a falta de informação é um fator preponderante na disseminação do problema e ocasiona diversos danos à sociedade.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a ausência de uma educação sexual eficiente, o que corrobora, relevantemente, a manutenção do problema na contemporaneidade. Segundo Paulo Freire, a educação é essencial para se transformar a sociedade. Nesse sentido, tanto a precarização do ensino nas escolas, como também a percepção da temática sexual como tabu por grande parte das famílias brasileiras acabam efetivando o desconhecimento acerca do tema. Assim, o ato de não se prevenir contra as DSTs é perpetrado na população e inviabiliza o direito de obter saúde e qualidade de vida.
Medidas são necessárias, portanto, para alterar esse cenário nefasto e mitigar os danos causados pelo aumento de infectados por doenças sexualmente transmissíveis no país. O Ministério da Saúde, associado ao Ministério da Comunicação, deve promover a redução do desconhecimento da população acerca do tema, por meio de palestras elucidativas em locais públicos, com a participação de profissionais da saúde, que possam instruir os indivíduos acerca da importância de se utilizar preservativos, com o fito de garantir a diminuição do número de casos de DSTs no Brasil. Dessa forma, será possível constituir uma nação que siga de forma mais igualitária as prerrogativas da Constituição de 1988.