O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 16/10/2018
Em 1990, Cazuza morreu aos 32 anos por complicações decorrentes da AIDS, doença sexualmente transmissível. Hodiernamente, vê-se que, no Brasil, o aumento de doenças venéreas expõe um delicado problema nacional no que tange à saúde sexual. Nessa contextura, a problemática persiste intrinsecamente ligada a realidade do País, seja pelo descuido durante as relações sexuais, seja pela falta de medo de adquirir doenças sexualmente transmissíveis.
A princípio, convém fixar que as doenças venéreas passaram a ser um problema justamente pelo aumento significativo dos casos. Isso ocorre, primordialmente, pela ausência do uso de preservativos durante os momentos íntimos, que na prática, deixa exposta a falta de educação sexual por parte da população, o que consequentemente aumenta os casos de DSTs, como por exemplo, AIDS e Sífilis. Resultante dessa conjuntura, é que, segundo o Ministério da Saúde, em 2009, mais de 10 milhões de brasileiros estavam infectados com alguma DST (Doença Sexualmente Transmissível).
Além disso, outro ponto substancial é a banalização das DSTs. Nessa temática, a perda do medo de aquirir alguma doença venérea ocorreu devido aos avanços medicinais que promoveram a cura de muitas dessas enfermidades, bem como a melhoria na qualidade de vida dos portadores de AIDS, que ainda é incurável, mas hoje é tratada como uma doença crônica. Entretanto, patologias adquiridas sexualmente ainda são um risco iminente na sociedade pela sua facilidade de transmissão e também pelas suas consequências. Prova disso, é que, se não diagnosticada e tratada da maneira correta, a AIDS pode levar à morte, assim como ocorreu com o famoso cantor Cazuza na década de 90.
Portanto, indubitavelmente, medidas precisam ser tomadas. Destarte, o Governo, por meio do Ministério da Saúde, deve promover maior discernimento sobre a importância do uso do preservativo através de debates e propagandas, abordando a necessidade de usa-lo como mecanismo de proteção sexual contra DSTs e, assim, conscientizar da maneira correta a população. Para mais, a mídia deve promover campanhas elucidativas por meio de programas de radio e tv, abordando as consequências do não uso da camisinha, bem como a extrema necessidade de proteger-se, contribuindo, assim, para uma educação sexual consciente por parte da sociedade.