O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 16/10/2018
Segundo o sociólogo Émile Durkheim a sociedade funciona como um corpo biológico em que o mau funcionamento de uma das partes provoca um colapso total. Paralelamente a isso, cresce no Brasil o número de pessoas infectadas por DSTs, o que representa a falta de consciência do risco nas relações sexuais sem uso de preservativos. Portanto, é necessário que, através da educação e da iniciativa governamental na saúde, os brasileiros possam compreender sobre a importância da prevenção no ato sexual e, quando infectados, cuidarem da doença com responsabilidade, visto que esse problema seja atual, conquanto tenha arraigados fatos históricos com consequências pautadas no socioculturalismo.
Em primeira análise, historicamente inferindo, de acordo com os princípios da Igreja Católica, usar camisinha e outros métodos contraceptivos é ir contra a procriação, um mandamento de Deus, uma moral cristã, sendo disseminada ao longo dos anos entre pessoas que professam essa fé a visão de pecado ao se prevenirem nas relações sexuais. Dessa forma, por terem o uso contraceptivo como pecado, elas o evitam e influenciam outras pessoas no mesmo pensamento. Com isso, não só no passado como também na contemporaneidade, muitas pessoas são influenciadas pela ideologia católica colocando em risco sua saúde ao invés de se prevenirem no ato sexual.
Ademais, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, vivemos na era da sociedade líquida, onde as relações interpessoais são deixadas de lado e o egoísmo exacerbado se destaca. Junto a isso, a falta de conscientização dos brasileiros em darem devida importância para falarem de doenças sexualmente transmissíveis, assunto esse visto como tabu por muitos, afeta a vida da população. Com efeito, de acordo com a UNAIDS, o número de infecções globais por HIV caíram apenas 18% nos últimos sete anos, por exemplo, um índice alarmante de uma doença viral tão perigosa. Junto a isso, principalmente entre os jovens brasileiros, há perda do medo das relações sexuais sem prevenção por conta da falta de consciência da ameaça, levando-os as estarem cada vez mais expostos a doenças como sífilis, herpes genital, dentre outras.
Destarte, é necessário que haja uma reeducação social dos brasileiros para que as DSTs não sejam vistas como tabu. Para isso o Ministério da Educação em coadunação com o Ministério da Saúde devem, respectivamente, reforçar a importância do ensino sobre DSTs nas escolas e propagar campanhas de prevenção. Agindo por meio de professores que ensinem aos alunos sobre as doenças e métodos para evitá-las, como por exemplo, a camisinha. Além disso, campanhas de vacinação devem ser elaboradas, deve-se reforçar a distribuição de camisinhas e atendimentos de qualidade públicos para os infectados devem ser oferecidos, reforçando a importância do tratamento.