O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 17/10/2018

Cazuza, um grande expoente para a música popular brasileira, foi uma das várias vítimas do HIV. Naquela época, a AIDS, conhecida como epidemia do século XX, causou medo e preocupação entre as pessoas. Felizmente, avanços médicos reverteram esse quadro e apresentam tratamentos e métodos preventivos exitosos hordienamente. Entretanto, a reincidência de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) ainda é uma realidade no Brasil, mesmo com os progressos na medicina. Tal cenário contraditório se deve ao descaso da população e a necessidade de uma educação sexual adequada.

Em primeiro plano, sabe-se que o descuido dos brasileiros é fator incontestável. O desenvolvimento de tecnologias, estudos e pesquisas na área da saúde fez com que epidemias alarmantes antigamente fossem praticamente erradicadas, como é o caso da rubéola e da poliomielite. De mesmo modo, isso se menifesta nas DSTs. O surgimento de tratamentos e vacinas contra elas criou uma ideia de segurança e comodismo na população. Consequentemente, aliada ao enfraquecimento de campanhas de conscientização, a negligência quanto à prevenção corroborou para o aumento dessas doenças.

Outrossim, a educação sexual oferecida no Brasil se apresenta de forma ineficiente. Mesmo em contexto de globalização e fácil acesso à informação, houve um aumento dos casos de HIV e síflis entre pessoas de 15 a 24 anos, de acordo com o Ministério da Saúde. Ou seja, isso é prova concreta de que os jovens e adolescentes, grupo alvo de DSTs, não apresentam formação adequada quanto aos comportamentos sexuais saudáveis. Dessa forma, conjuntamente com o descuido populacional, o quadro de saúde pública do país é afetado.

Dessarte, o Ministério da Saúde (MS) e o Ministério da Educação (MEC) devem atuar na conscientização sexual do povo brasileiro. O MS deve reforçar na população a importância de se manter cuidados preventivos, veiculando campanhas e anúncios publicitários na mídia, redes sociais e outros meios de comunicação, com o intuito de desconstruir  o cenário de comodismo quanto à DSTs. Além disso, O MEC deve criar projetos escolares sobre educação sexual para os adolescentes e jovens, educando-os sobre a necessidade de se manter comportamentos sexuais adequados por meio de palestras, debates e outros recursos educativos. Com isso, poder-se-á afirmar que a sociedade possui mecanismos disponíveis para uma formação qualificada de comportamentos saudáveis, colaborando para a melhoria na saúde pública e o bem-estar social.