O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 17/10/2018
Aprovada pela Assembleia Nacional Constituinte em 1988, a constituição brasileira vigente define, no artigo 3º, como objetivo fundamental da República Federativa do Brasil, promover o bem de todos. No entanto, o aumento de infectados por doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) nos últimos anos, vem se tornando um desafio para a efetiva construção dessa realidade. Nesse sentido, cabe avaliar os fatores que favorecem tal situação negligente.
Em primeiro plano, pode-se afirmar que o ensino público é protagonista para a fomentação desse aumento. Estando entre as dez maiores economias do mundo, é racional presumir que a educação brasileira é eficaz. Contudo, o que acontece é o oposto disso, e reflexos desse contraste são encontrados na alta leigalidade em relação às DSTs: de acordo com pesquisas divulgadas pela empresa de comunicação UOL, um quinto da população acredita que exista cura para a AIDS. Dessa forma, por consequência, há o aumento na desproteção, já que os riscos não são, de fato, conhecidos.
Além disso, faz-se mister salientar a negligência estatal no tocante à consciência da sociedade. Segundo um jornal baiano, o número dos casos de sífilis para cada mil habitantes no Brasil excede, de maneira exorbitante, o definido como ideal pela Organização Pan-Americana de Saúde. Ademais, cerca de 75% dos brasileiros nunca fizeram o teste de HIV. À vista disso, em confirmação, explica o ginecologista Geraldo Duarte que “o motivo do aumento da transmissão das DSTs se deve a falta de conscientização”.
Toda essa discussão, portanto, estabelece uma conduta que requer medidas eficientes. Para tal, é necessário que o Estado, por meio do Ministério da Educação, torne como requisito obrigatório ao ensino médio, na disciplina de biologia, os riscos do sexo desprotegido. Além disso, a mídia deve, por meio da contribuição governamental, promover campanhas, na internet e nos rádios, que incentive os cuidados à saúde sexual. Dessarte, a partir da implantação dessas medidas, o Brasil poderá conferir, de maneira eficaz, o proposto pela constituição.