O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 18/10/2018

As doenças sexualmente transmissíveis já são consideradas pela Organização Mundial da Saúde um problema de saúde pública que atinge boa parcela da população sexualmente ativa. Não se vê, entretanto, ações efetivas para mudar tal cenário marcado, em grande medida, não só pela falta de diálogo acerca do tema na sociedade em geral, mas também pelo descaso estatal no cuidado ao assunto. Dessa forma, é imperativo que sociedade e poder público se perguntem qual o seu papel no enfrentamento dessa demanda social.

Deve-se pontuar, de início, que o aumento da infecção por DST no país é resultado, muito por conta, da falta de instrução e de comunicação sobre sexo entre os habitantes. Isso porque, movidos pela medo do julgamento moral ou religioso das famílias, o assunto não é pauta nos lares e nas escolas configurando a falta de conhecimento em relação a importância da prevenção. Não à toa, segundo dados da Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População, 6 em cada 10 jovens até 24 anos fizeram sexo sem preservativo no ano de 2015, o que pode provar a falta de conscientização acerca do uso da camisinha, o que facilita a difusão de doenças como Sífilis, Gonorréia, HPV entre outos. Diante desse contexto, é fundamental que a prática sexual seja discutida nas esferas sociais a fim de promover o conhecimento, mudando a percepção e prevenindo, principalmente a juventude brasileira.

Vale ressaltar, também, o artigo 196 da Constituição de 1988, em que é dever do Estado garantir a saúde da população mediante políticas que visem a redução de danos. Nessa perspectiva, é notório o descumprimento do dever de provedor da saúde do governo brasileiro, uma vez que é escasso ou inexistente medidas de prevenção das DSTs, além do suporte necessário a quem já está infectado. Dessa maneira, é crucial que o poder público procure medidas para zelar pela saúde da população, caminhando, assim, para atingir o progresso expresso na bandeira nacional.

Urge, portanto, que as Escolas em parceria com ONGs que militam na área, ofereçam aulas de Educação Sexual para estudantes do Ensino Médio, viabilizadas por psicólogos e sexólogos, objetivando educar e conscientizar da importância de se cuidar durante a prática sexual. Ademais, é dever do Governo, destinar boa parcela da Receita para as Prefeituras instalarem nas UPAs alas destinadas as DST, com profissionais que possam encaminhar devidamente o infectado, além de atender e cuidar daqueles que procurar suporte médico em relação a esse problema. Por fim, cabe ao Ministério da Saúde veicular na Tv aberta, peças publicita´rias que estimulem o uso do preservativo, pois prevenindo e promovendo saúde o país estará zelando por uma vida mais saudável da população.