O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 19/10/2018

Na série espanhola ‘‘Elite’’, a personagem Marina é infectada pelo vírus do HIV após ter relações sexuais sem o uso de preservativo. Fora da ficção, essa situação tornou-se a realidades de vários cidadãos brasileiros, principalmente, os jovens. Nesse contexto, deve-se analisar como a imprudência e a ausência de comunicação sobre o assunto corroboram para o aclive do problema.

Mormente, é notório que alguns indivíduos vivem, atualmente, em função de prazeres efêmeros. Entretanto, tal situação ocorre de maneira incoerente, entre elas, o desejo sexual. Isso ocorre porque uma parcela da sociedade se relaciona sem o uso de preservativos ou métodos contraceptivos, o que culmina no surgimento dessas doenças sexualmente transmissíveis e também em uma gravidez precoce que consequentemente está atrelada a esses fatores. Desse modo, Platão estava correto ao afirmar que os sentidos enganam o homem, uma vez que o aumento de infectados por ‘‘DSTs’’ no país é consequência de prazeres aguçados por meio dos sentidos.

Ademais, apesar do mundo ter evoluído em alguns aspectos, o sexo ainda é um tabu perante a sociedade e a família. Isso decorre da ausência de diálogo entre pais e filhos ou de uma orientação direta por parte das escolas ou dos órgãos públicos de saúde. Afinal, apesar das campanhas publicitárias ou a disseminação de informações que a mídia propõe, tais ferramentas não são eficazes para amenizar esse infortúnio. Prova disso são os dados divulgados pelo Ministério da Saúde que constatou que a taxa de detecção do HIV subiu para mais de 30 casos, em 2015. Por conseguinte, a probabilidade dessa doença aumentar em meio social é preocupante e merece ser combatida.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de combater esse malefício. Cabe ao Governo em parceria com o Ministério da Saúde (MS), introduzir nas escolas públicas e privadas por meio de palestras, debates ou depoimentos de pessoas alvos de alguma dessas doenças, além de distribuir preservativos para todos os alunos, para que desse modo os adolescentes criem a consciência dos riscos que eles estão propícios a sofrerem e terem acesso também ao uso de preservativos para aqueles que tiverem vida sexualmente ativa. Por fim, esses mesmos órgãos devem criar campanhas e dinâmicas que englobe a participação familiar, além de criar palestras direcionadas exclusivamente aos pais, instruindo a maneira como eles devem agir perante os seus filhos e como procederem caso o jovem desenvolva uma das doenças, tudo com base no diálogo, para que dessa forma haja uma orientação oral harmônica e familiar. Destarte, a realidade da nação verde e amarela não será paralela aquela retratada em ‘‘Elite’’.