O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 19/10/2018
Conforme dados da Organização Pan-Americana da Saúde, os maiores índices de aumento de DST’s no Brasil é em regiões do Norte e Nordeste do Brasil. E por mais que se viva em uma era de informação e tecnologia é notável o aumento de doenças sexualmente transmissíveis entre, principalmente, os jovens.
Decerto que esta preocupação dos jovens sobre DST’s não exista, porque foi criado um certo “mito” de que ele é imune a esse tipo de situação ou que seja uma realidade muito além da que ele vive, e por saber que existe tratamentos para que o portador da doença mantenha certas condições normais de vida, acabou se perdendo o receio de adquirir a doença. Fato mostrado, pois em 2015 no Brasil surgiu notícias sobre um grupo denominado “clube do carimbo” que contém homens que se reúnem nas redes sociais para explicar e incentivar pessoas com HIV a transmitirem a doença para outras pessoas não portadoras.
Quando Pierre Bourdieu fala sobre o capital cultural, a ideia que ele quer passar, é a de que classes dominantes possuem privilégios sobre a cultura e acesso à educação desde cedo, o que não é a mesma realidade de crianças de classe média baixa. E é notável a falta de conscientização entre os jovens, principalmente aqueles que tenham maior carência de infraestrutura e acesso a área de educação, pois por mais que seja fácil o acesso a informações e redes sociais, não há uma orientação necessária dessas instituições educacionais e no próprio lar sobre a prevenção, pois muito se é discutido a necessidade das camisinhas para prevenir gravidez, mas não é muito falado sobre a importância para prevenção de doenças.
Como dizia Paulo Freire “educar é difícil, mas é necessário”. Logo, os Ministérios Educacionais devem ensinar para os jovens de maneira didática, com palestras e rodas de discussões, sobre os problemas que as DST’s geram para o resto da vida e a importância sobre a prevenção e a necessidade de fazer o teste de HIV. E também, as mídias por possuírem um papel de grande visibilidade, pode promover campanhas de instrução sobre as doenças sexualmente transmissíveis e as devidas maneiras que se deve fazer para se precaver e caso seja identificado com a doença, as medidas necessárias para se curar ou pelo menos ter uma vida normal. Por último, mas não menos importante, deve-se quebrar o tabu que é falar de sexo, seja nas escolas ou principalmente na família, através de diálogos abertos entre os familiares e amigos sobre as precauções e maneiras seguras de se praticar o ato sexual, assim não há perigo nenhum, pelo contrário existe maior segurança.